Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Xô Publicidade Xô!!!

 

 

Imaginem-se num qualquer dia da semana, depois de terem comprado um qualquer bilhete para uma qualquer sessão de cinema num qualquer centro comercial. Imaginem-se portanto a percorrer aquele corredor que nos conduz até à referida sala, e que por vezes, tanta ansiedade causa por sabermos que ainda faltam dois ou três minutos para começar o nosso filme. Entramos na sala, contemplamos aquela maravilhosa tela de grandes dimensões, as colunas salientes da parede, o ambiente criado pelo lusco-fusco e pelas luzinhas referentes às filas. Sentamo-nos, aconchegamo-nos, respiramos fundo, preparamo-nos. A imagem surge pela primeira vez e finalmente aí… “GAITA! PUBLICIDADE!!! AINDA TENHO QUE GRAMAR COM 15 MINUTOS (NA MELHOR DAS HIPÓTESES) ANTES DO FILME COMEÇAR”.

 

Não foram bem estas palavras que proferi mas o conteúdo (e a frustração) está bem evidente. Estou por demais saturado por sermos, literalmente, obrigados a dispensar o nosso tempo a essa nossa amiga que é a publicidade. Deixo os trailers de fora pois, de certa forma estão relacionados com a “temática” e o espaço. Agora “Martini”, “Sagres”, “BES”, (ainda para mais com o Cristiano Ronaldo, que é uma agonia vê-lo a representar – e a fazer de génio – é demasiado trágico para ser verdade). E a lista continua, “Millenium”, “TMN”, “Whisky” (de marca que neste momento nem me lembro) ou então aqueles fantásticos e inesquecíveis apelos (sob a forma de publicidade) contra a pirataria e muitos muitos outros (que, bem vistas as coisas, acabam por ser sempre os mesmos). E quando dou por ela, já tenho os pés por cima da cadeira da frente, em cima da cabeça da pobre senhora que acidentalmente está a sofrer do “à vontade” de um caramelo qualquer (que por acaso sou eu) que pensou que com tanta publicidade só podia mesmo era estar em casa – Isto nunca aconteceu note-se!

 

Infelizmente na televisão o problema é semelhante (aqui os blocos publicitários chegam mesmo a alcançar os 20 minutos de duração) – facto que não sei se sabem, mas é ilegal (e quem é que controla isso…? Pois, ninguém). Porém na televisão isto acontece com uma “pequena” (grande) diferença – é que eu não sou obrigado a consumi-la. Pelo menos tenho a alternativa do zapping, ou então simplesmente desligo-a. Eu percebo que a televisão precise disso para sobreviver (e provavelmente também o cinema) mas será assim tão estranho que as pessoas se sintam fartas de aturarem tanta publicidade? É que a este ritmo, qualquer dia, temos durante a projecção dos filmes, intervalos de breves segundos/ minutos (um pouco como se faz nos canais de cabo, tipo AXN ou FOX), para publicitar uma marca de pensos higiénicos (nos quais a publicidade é frequentemente hedionda), um chocolatinho, ou vá lá, mais uma bebida alcoólica que seja (como é típico nos nossos canais de televisão – não esquecendo o obrigatório “beba com moderação”).

 

Voltando ao cinema, será que por pagar a quantia exorbitante que pagamos por um bilhete, fico automaticamente obrigado a consumir publicidade? Se assim é, então sugiro que se criem dois preços. Os preços actuais para quem não quer ver publicidade e um preço um tanto mais caro (eu disse um tanto) para quem quer ou não se importa. Agora “comermos” todos por tabela é que desculpem lá mas já mói! Todavia, como sei que esta minha sugestão não vai agradar aos senhores “publicitários”, sugiro outra. Apresentem os objectos em questão com originalidade e criatividade e coloquem publicidades novas, para não serem sempre as mesmas. Aliás se tiverem dúvidas neste ponto, o melhor mesmo é recorrerem a um programa chamado “Commercial Breakdown” que actualmente é transmitido na SIC Radical, com o melhor que se faz de publicidade pelo mundo fora. Acreditem que assim, nem vocês, e muito menos eu, me incomodava por estar a ver 15 minutos de publicidade. Doutra forma só apetece mesmo dizer, Xô Publicidade – também pudera, com um Cristiano Ronaldo a fazer de geniozinho… mas quem é que se terá lembrado disto?!?

 

Até para a semana!

publicado por OlharCrítico às 22:23
link | comentar | ver comentários (4) | favorito
Domingo, 1 de Março de 2009

Let´s Look At a Trailer… Or Not…

 

 

O trailer é indiscutivelmente um dos principais elementos no que diz respeito ao processo de divulgação de um filme. Eu partilho da opinião que elaborar um trailer, é uma arte, mas se de facto se trata de uma arte, então quase que arrisco a dizer que estamos a perder os verdadeiros artistas. Um trailer reveste-se essencialmente da compilação das imagens, ou momentos, mais relevantes de um filme. No entanto, e a magia do trailer reside aí, é fundamental não se mostrar tudo. Aquilo que sugere causa, por norma, muito mais impacto do que aquilo que nos é mostrado. A título de exemplo e apenas isso, o último trailer de “Transformers: The Revenge Of The Fallen”. Sim é certo que esperaríamos (e provavelmente quereríamos) ver muito mais, mas a verdade é que desta forma, chama o espectador e acima de tudo causa-lhe vontade e curiosidade que apenas estará satisfeita após o visionamento do filme.

 

Tendo isto em conta, porque será que em certos filmes (muitos mais do que desejaria) se consegue, num trailer – que em média tem a duração de dois minutos e meio (formato americano claro está, ou não fosse o trailer uma “invenção” americana), mostrar todas as cenas verdadeiramente cómicas (se for esse o caso)? – Aqui e a título de exemplo, recorro ao “Bruce Almighty”. Todas (e eu digo mesmo todas) as cenas cómicas e originais estavam escarrapachadas no trailer. Ora, quando se vê o filme, rir é mesmo a última coisa de que temos vontade de fazer, porque o que tínhamos para rir, já o fizemos no visionamento do trailer. Existe uma necessidade implícita de o trailer conseguir convencer o espectador desde o primeiro visionamento, mas isso não implica, pelo menos a meu ver, que com isso se dispa o filme colocando todas as suas mais-valias à vista. É certo que aqui por trás movimentam-se muitos milhões (e a questão do dinheiro anda sempre de mão dada com estes assuntos, é inevitável) mas exige-se, eu pelo menos exijo, alguma qualidade – se não mesmo a totalidade da mesma. Ainda mais a exijo porque eu sou um apreciador de trailers, aliás gosto imenso de os fazer, de os imaginar e com bastante frequência, de os visionar. Da mesma forma tenho noção que não é fácil alinhar material para orientar um trailer, e que normalmente é preciso um conhecimento bastante aprofundado do filme em si, para se conseguir extrair o necessário para cativar o espectador num tão curto espaço de tempo.

 

Mas é precisamente neste ponto que os teaser (versão reduzida de um trailer – por vezes apenas chegam a conter breves segundos de imagens) resultam tão bem. Lembro-me de “Mystic River”, com um plano aéreo magnífico que nada de concreto mostrava mas que em tudo era apelativo. Da mesma forma “Transformers” ou o recente “REC 2” que encerram um conjunto de imagens e sons que nos transportavam directamente para o filme sem mostrar nada explícito. E muitos outros, que com certeza vos ficaram na memória. Porém, ainda existem os casos em que o trailer consegue exceder o filme em si. Ou seja, a montagem de imagem/sons /música é de tal forma bem conseguida, que acaba por adulterar o produto final, o que faz com que surja aquela sensação recorrente de insatisfação e do típico “estava à espera de muito mais”.

 

Na verdade até há boas ideias a circular por aí, não estivessem elas dependentes das sequiosas, sedentas e gananciosas editoras e distribuidoras (portuguesas e não só). Partilho apenas duas; os trailers não deveriam ser visionados um mês antes da exibição do filme – assim há primeira vista até que me parece uma boa ideia; Os trailers deveriam ter obrigatoriamente menos tempo de duração – subscrevo totalmente esta sugestão pois é muito pertinente, e dessa forma continuaria a agradar ao espectador e às distribuidoras que assim conseguiriam à mesma realizar os seus tão preciosos “trocos”.

 

Em suma, mais uma vez tudo gira à volta de dinheiro e interesses, de cinema de e para massas. Não interessa se o filme fica a perder ou não, o importante é saber que o filme atingiu um determinado número de espectadores ou por outro lado, se conseguiu atingir um determinado valor no tão falado box office. Mas para os verdadeiros apreciadores de cinema, isso não é tudo, aliás isso não é nada. E caramba porque serão sempre os mesmos a saírem prejudicados…?!? Pessoalmente e relativamente a este tema, e apesar de ser um apreciador do trailer, acabei por desistir de os ver antes de visionar o filme. É que de outra forma corro sempre o risco de ficar a saber algo mais do que aquilo que realmente desejo...

 

Até para a semana!

publicado por OlharCrítico às 22:43
link | comentar | ver comentários (4) | favorito
Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Remake – O original é que é bom?! Será?

 

É agora mais que nunca, que se ouve falar desse fenómeno que são os remakes. Um dos próximos a chegar é “Quarentena”, uma nova versão, daí a nomenclatura de remake (original portanto), do filme “REC”. Ver o trailer de “Quarentena” foi, acreditem, um verdadeiro sacrifício – sim porque eu fui um daqueles que adorou o “REC” – e sacrifício porque é custoso (no mínimo) ver o que se faz e até onde se consegue ir quando, (literalmente) a imaginação não permite mais. Mas o que passará pelas cabeças destes senhores, para fazerem um filme, igual (e aqui pode ser mesmo igual, no sentido de ser igual plano a plano), em que a única coisa que muda são os actores e o idioma em que nos é apresentado? Dei por mim a pensar bastante neste assunto (apenas alguns minutos para ser sincero), e cheguei a uma conclusão. A não ser que se tratem de cifrões, num desfile de biquínis, ou cifrões num jogo de “strip poker” (e eu sei que ando sempre à volta da questão dos cifrões, mas são as consequências da crise), eu não consigo encaixar na minha cabeça a razão pela qual se fazem filmes, iguais em quase toda a sua percentagem, a um antecessor que em tudo consegue ser superior, ou que mais não seja, que se faz acompanhar de valores implícitos (ou talvez não) como a originalidade, inovação técnica (ou outra de qualquer tipo), e claro a criatividade de uma determinada obra cinematográfica.

 

Todavia, também existem os remakes, em que só os títulos e alguns pormenores da história são “repetidos” nesta nova versão. Um dos exemplos mais concretos e recentes, talvez seja “A Guerra dos Mundos”, que recorrendo a uma história base, adaptou-a e reinventou-a para outra realidade. Goste-se do resultado final ou não, sempre me parece mais pertinente (interessante e até estimulante), uma história onde vários aspectos são trabalhados, ao invés de algo praticamente igual a objectos já previamente existentes, sustentando toda a sua razão de existência em princípios económicos e acima de tudo, lucrativo.

 

Na verdade, parece-me que a questão fulcral prende-se com a questão monetária. Só arrisca neste tipo de filmes, quem sabe que com isso pode de alguma forma, obter lucro (plim plim). E aqui, voltei a pensar mais um pouco, (e desta feita tive que recorrer a mais uns minutinhos). É que além das diversas estratégias de obtenção de lucro, tais como a publicidade, o “merchandising” que se faz acompanhar da bonecada toda, dos videojogos e por aí fora, da rentabilização do mercado dos DVD´s, entre outros, há um factor com um revestimento de importância significativa. São os resultados de bilheteira. E aqui não há por onde fugir. Somos nós (espectadores, ou pelo menos aqueles que pagam bilhete) que contribuímos para esse tipo de lucro. E isso leva-me novamente à questão anterior. Se há publico que paga para ver, por exemplo “Quarentena” então é aceitável que se gaste dinheiro (normalmente muito), a fazer-se esse filme. (É importante referir que o título “Quarentena” apenas se reveste como exemplo, e não se trata de todo, de um cruzada da minha parte, para denegrir o filme – algo aliás que considero que vai acontecer por factores totalmente alheios à minha pessoa).

 

Por outro lado, temos a questão implícita da qualidade que normalmente é associada a um remake. Acho que todos concordamos quando digo que a maioria desse tipo de registos é francamente inferior, qualitativamente falando, ao seu antecessor, o verdadeiro, o “original”. Ora, quando digo maioritariamente, é porque haverá um ou outro que consegue ultrapassar o original… se bem que apesar disso… e após vários (e aqui longos) minutos de introspecção, assim de repente não me ocorre nenhum exemplo com que vos possa presentear… e é pena.

 

Em suma, trata-se mesmo de um fenómeno. Em primeiro porque para muitos é um tanto incompreensível que se apliquem tantos fundos em projectos deste tipo, com outros na gaveta contendo tudo para serem melhores, que é literalmente o meu caso. Em segundo, porque apesar de em certa parte ser incompreensível, isto continua a acontecer, e parece-me, que cada vez mais com maior frequência, apenas tendo como base a sustentabilidade de um factor económico, que é a obtenção de lucro desmedido, sem por um único momento pensar, no verdadeiro cinema em si, ou naquilo que ele representa, pelo menos na concepção de cinema para alguns, e isto independentemente da forma que cada um de nós vê ou está para o cinema

 

Pelo menos há uma coisa boa no meio disto tudo. Este fenómeno ainda não chegou ao cinema Português… porque aí sim, é que era de rir. Estou mesmo a ver um remake do “Pátio das Cantigas”, com o Nicolau Breyner no lugar do Vasco Santana (pelo menos na dimensão da barriguinha a coisa até que passava bem), ou então o tão conhecido “Leão da Estrela”, ou a “Canção de Lisboa”, com a Sandra Cóias e a Liliana Santos ou até a mulher de todos os pecados (segundo alguns claro), Soraia Chaves e porque não… como protagonistas! Ah pois é… esqueci-me que nessa altura não havia propriamente cenas de nus, nem de sexo… bolas, é que nunca há bela sem senão… que coisa.

 

Até para a semana!

 

publicado por OlharCrítico às 12:30
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

O Estranho Caso… das Traduções de Títulos

 

Depois de visionar esse fantástico filme que é Slumdog Millionaire, surgiu-me novamente a questão (muito estranha note-se) relacionada com as traduções dos títulos. Mas quem é que raio traduz os títulos ao filmes? Quem? E não há, ou deveria haver dispositivos de controlo de qualidade para este tipo de situações?! – Eu gostava sinceramente de saber, e talvez conversar um pouco com essa(s) pessoa(s) para assim tentar inteirar-me da situação porque numa primeira observação apenas se pode considerar, simplesmente surreal. Eu passo a citar apenas alguns exemplos: “Lost in translation - O Amor é um Lugar Estranho”. O amor é um lugar estranho?! – O que é que isso quer dizer? Continuando, “Shaun Of The Dead – Zombies Party: Uma Noite… de Morte”. Eu até aceito que todos mereçamos a bela da festinha uma vez ou outra, agora zombies, será preciso ir tão longe? E este não se trata de caso único no que respeita à mistura de títulos em inglês e português. A salganhada do costume, para sintetizar. Há alguns exemplos que eu até desconhecia. É o caso do actual “Michael Clayton” que ao que parece levou a fantástica tradução de “Uma Questão de Consciência”. Sim porque era simplesmente impossível manterem o título como estava. Mas a lista continua, “Charlie Winson's War – Jogos do Poder”, “The Green Mile – À Espera de Um Milagre”, “The Bucket List – Nunca é tarde Demais” e com certeza que vocês lembrar-se-ão de muitos mais, até porque neste tópico, os exemplos são férteis e podem apresentá-los nos comentários, como uma lista das piores traduções com que já se depararam.


Todavia e apesar do meu espírito critico, eu até consigo compreender que certos títulos possuam uma tradução, (vamos chamar-lhe) complexa. Da mesma forma consigo compreender que certos títulos sejam alterados por motivos puramente relacionados com marketing, mas será mesmo necessário roçar, e por tantas vezes, o burlesco e o rídiculo de alguns exemplares? Não haverá necessidade de existir algum bom senso – e vou arriscar a ir mais longe – e sensibilidade no processo de tradução, além dos óbvios conhecimentos de inglês e do respectivo dicionário? – Por outro lado temos ainda a questão, dos pontapés gramaticais e não só, na própria tradução para a legendagem dos diálogos do filme propriamente ditos. Perdoem-me o desabafo, mas tenho ficado simplesmente abismado, e até um tanto maravilhado confesso, com a excelente qualidade das traduções que vamos encontrando em certas e determinadas legendas, criadas para filmes dísponiveis na internet. É que comparativamente a objectos semelhantes, disponiveis em DVD (em que inclusivamente já encontrei erros ortográficos), ou até mesmo na TV, as referentes aos conhecidos filmes DivX encostam com evidente facilidade e simplicidade os ultimos exemplares. Note-se, que para estes as legendas são elaboradas pelos supostos profissionais, bem ou talvez não.


Uma coisa é certa. Falta de imaginação não é, pois alguns títulos ficam bem mais estranhos do que no original… e no fim também vai sempre dando para rir com a ridicularidade de alguns objectos simplesmente marcantes, e rir, além de ser algo que faz implicitamente bem ao corpo humano é sempre o melhor remédio. E é que neste caso só dá mesmo é para isso.


Até para a semana

publicado por OlharCrítico às 17:59
link | comentar | ver comentários (14) | favorito
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

"Indivíduas" do sexo feminino

 

Quando o Filipe me pediu para escrever estas pequenas crónicas, o meu primeiro pensamento foi, "está doido! Onde é que eu vou arranjar temas para isto?" De facto o meu primeiro pensamento estava errado, e de que maneira. Passo a explicar o porquê.


Na passada semana andava eu a passear pelo TAGV (Teatro Académico Gil Vicente) a ver a programação que estava afixada, a ver preços e a estudá-los, sim porque a conjuntura do nosso país obriga a isso, quando surgem três jovens (vamos chamar-lhes adolescentes) que pretendiam consultar a mesma tabela que eu. Entretanto é necessário referir que em cena iria estar "Os Produtores" que tem como imagem promocional, um cartaz de tamanho gigantesco, com a "nossa" Rita Pereira vestida num vestidinho branco, que apresenta um decote até ao umbigo, e uma racha na parte da saia que chega no mínimo até à cintura. Sim, acreditem que é apelativo!!! Voltando aos jovens (adolescentes), que depressa começam com o dedinho a consultar a tabela de preços, para pararem precisamente na peça "Os Produtores". Depois de uma cuidada observação sou confrontado com esta pérola: "Porra, que isto é muita caro". É verdade, pensei eu, é um tanto ou quanto caro. Portuguesismos à parte, e a ausência das asneiras propriamente ditas, o que sinceramente me surpreendeu pois estava à espera de algo bem pior, depressa se ouve o outro jovem e este sim absolutamente fantástico. Diz ele de forma pronta: "Opá e não há aí mais nada que tenhas gajas?!?" Foi aqui que percebi, aquela que penso ser a razão pela qual no cinema Português existirem sempre tantas cenas de sexo, ou gajas nuas, muitas delas temos que ser sinceros, nem se percebe bem a razão pela qual aparecem. De certa forma é para satisfazer os jovens (adolescentes, ainda que nem todos é certo) porque o cinema apesar de caro, consegue ser mais barato do que o teatro! É essa a mentalidade que o pessoal apresenta quando faz os respectivos trailers, e bem vistas coisas, são mais as imagens que apresentam cenas "quentes" do que propriamente aquelas que apresentam a história do filme. É por causa disto e de frases como a anterior.


Voltei a pensar cá para mim, cultura propriamente dita, nada. O que a malta quer é ver gajas boas e semi-nuas, sim porque desconfio muito que a Rita Pereira se vá despir mais do que aquilo que está apresentada no cartaz. Ponho-me a pensar, qual regime de faltas? – Vamos antes pôr os professores nus (no sentido literal da palavra) e tenho a certeza que as notas vão começar a subir. Bem pelo menos algo vai subir de certeza. Qual matemática difícil? – Coloquemos perguntas do género, "qual o ângulo que o seio esquerdo se distancia do seio direito", com a respectiva imagem a complementar e a matemática passa a ser o exame nacional com melhores notas. E anda o governo preocupado com o TGV, quando estas simples medidas iriam resultar tão bem. E mais que não fosse faziam com que o desânimo do povo Português desaparecesse. E pronto enquanto isto não acontecer, vamos indo ao teatro e ao cinema, desenvolver a nossa cultura, ou pelo menos tentar. Se pelo meio conseguirmos ver gajas boas e semi-nuas, melhor, e se isso implicar o menos gasto possível, então torna-se simplesmente perfeito! "Que filme é que vamos ver hoje? É-me indiferente, desde que tenhas gajas.","Vou ver o concerto X amanhã, queres vir? Não sei… é caro? Mais importante ainda, tem gajas?!"


Até uma próxima. E fica prometido… com gajas, ou melhor, "indivíduas" do sexo feminino. Então não fica bem melhor?

 

publicado por OlharCrítico às 19:00
link | comentar | ver comentários (7) | favorito

mais sobre mim

pesquisar

Julho 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

tags

todas as tags

posts recentes

Férias… Palavras para quê...

Excelência nas editoras?!...

Onde pára a Originalidade...

Nunca um ADEUS mas sim um...

O TERROR, o drama, a emoç...

Futebóis

Venha daí o CLICHÉ pois e...

E Viva lá TV!!

Livros e Cinema (serão as...

Efeitos ou Enfeites?

Original vs Dobrado

"Filmes para Maiores de…"

Ò tempo, volta para trás!...

País de Brandos Costumes....

Cinema Português… Para on...

Xô Publicidade Xô!!!

Let´s Look At a Trailer… ...

Remake – O original é que...

O Estranho Caso… das Trad...

"Indivíduas" do sexo femi...

arquivos

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

links

votações

Melhor Bond...James Bond

Melhor Serial Killer

Melhor Filme de Natal

Melhor Filme de Super-Heróis

Melhor Actor Secundário

Melhor Filme Romântico

Melhor Série de TV actual

Melhor Transformação Física

Melhor Dupla de Cinema

Actor de TV mais sexy

Actriz de TV mais sexy

Melhor Monstro

Melhor Blockbuster

Melhor Actor Actual de Acção

Melhor Temporada do 24

Melhor Filme de Quentin Tarantino

Expectativas para o The Dark Knight

Melhor Filme de Steven Spielberg

subscrever feeds