Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Crítica: "I Am Legend"

 Classificação:  (7/10)

 

 

“Nothing happened the way it was supposed to happen.”

 

Fui ver este filme porque o trailer me tinha ficado na retina. E tal como gostei do trailer, também muito do filme em si me agradou particularmente. Will Smith está exemplar no seu papel. Transmite ao espectador toda a solidão que sente, é um homem sozinho numa cidade deserta. Mesmo que à primeira vista essa situação possa parecer vantajosa, depressa nos apercebemos do quanto e de como esta personagem sofre com isso. E esse registo é importantíssimo e está muito bem conseguido. A falta de “calor humano” é apenas apaziguada pelos monólogos com os manequins e pela companhia da sua cadela - simplesmente genial - conseguindo ser uma actriz inesquecível e fundamental para aumentar a densidade emocional e narrativa deste par protagonista.


Will Smith é mais um ser analógico numa era digital. É alguém que pode ter tudo, mas a quem falta aquilo que é essencial - a interacção humana. Também me agradou especialmente a reflexão sobre os constantes avanços tecnológicos, que, neste caso concreto, são os principais causadores do surto. (“A cura pode ser mais mortal que a própria doença”).


Will Smith carrega aos ombros praticamente o filme na sua totalidade e é esta a melhor parte deste “I Am Legend”, muito bem realizado até aqui, conseguindo atingir vários momentos de grande suspense, igualmente muito bem conseguidos – exemplo disso é a cena em que Sam entra dentro de uns escombros repletos de escuridão e Will Smith, apesar de apavorado, segue-a para a ir resgatar.


Depois temos a segunda parte do filme. Notoriamente mais fraca. É aqui que se observam aquilo que na minha opinião, são as maiores falhas. A começar pelo aspecto técnico dos humanóides. Falta-lhes alguma verosimilhança e neste caso provam que nem sempre o CGI (Computer-Generated Imagery) resulta, deu um ar falso e irreal a um dos principais grupos de personagens deste filme. Ao contrário dos humanóides a cidade de Nova Iorque está excelente, ainda para mais com algumas surpresas que nos vão sendo dadas, para as quais temos que estar com muita atenção, doutra forma passar-nos-ão ao lado. Por fim, o final do filme deixa muito a desejar. Não foi muito trabalhado, aliás transparece uma certa dificuldade em conseguir arranjar um final. A introdução da questão da fé vs ciência, acaba por passar muito rápido, deixando aquela sensação de ter sido referida porque não havia mais alternativa, acabando por saber a pouco. Teria sido bem mais interessante se ao longo do filme tivéssemos sido “confrontados” constantemente com o binómio religião/ ciência, pois assim seria mais perceptível e justificava a reflexão final. Todavia essa referência apenas acontece no fim, parecendo mais uma escapatória do que propriamente uma temática.


O MELHOR: Will Smith, Samantha e aquilo que ambos nos transmitem em representações excelentes. Os efeitos especiais de Nova Iorque deserta.


O PIOR: O aspecto técnico referente aos humanóides e o final pouco trabalhado.

 

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publicado por OlharCrítico às 14:07
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1 comentário:
De Anya a 8 de Fevereiro de 2008 às 13:36
O will smith para mim como actor está no auge. adorei o seu desempenho. A Sam, então caramba, nem tenho palavras, representou demasiado bem, ao ponto de me levar ás lágrimas. Os humanoides realmente parecem mesmo feitos a computador. É de destacar a presença de Alice Braga, a sobrinha da Sónia Braga, neste filme.

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