Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Ò tempo, volta para trás! (Já baixavas os preços do cinema não?)

 

Ir ao cinema hoje em dia é algo que de certa forma transcende a nossa imaginação… e a nossa carteira. A primeira porque ir ao cinema é algo que nos deixa fascinados. Seja pela beleza do filme, ou pelos protagonistas, ou então devido à música, há sempre qualquer coisa que nos causa impacto, mais que não seja o sentimento de desagrado perante determinado filme. Pelo menos eu prefiro detestar um filme do que sair da sala a não sentir rigorosamente nada. A segunda porque actualmente ir ao cinema, está mais próximo de um roubo do que propriamente um prazer – e se é um prazer então trata-se daqueles que se fazem cobrar bem.

 

Os preços dos bilhetes estão indubitavelmente demasiado inflacionados. O preço médio de um bilhete ronda os 5€, e nalgumas regiões já ultrapassa esse valor. Ora se quisermos consumir as tão apetitosas pipocas, a coisa não fica por menos de 10, 13€ (na melhor das hipóteses – pois agora imaginem uma família de 3 ou quatro pessoas). Então será assim tão estranho, perceber a razão pela qual cada vez menos pessoas vão ao cinema? Vejamos as opções. Comércio dos DVD´s (com suculentos extras e opções de som diversas); a pirataria – cada vez mais presente e com títulos sempre muito apelativos – e a possibilidade de se visionar filmes na internet sem ser preciso fazer downloads. Isto complementado com as muito frequentes, más condições de exibição, problemas técnicos resultantes em imagens desenquadrada da tela, películas já algo danificadas e som muitas vezes com mudanças bruscas de intensidade (ao que alguns – acreditem – já apelidaram de “efeitos sonoros”) e por fim, putos com as hormonas aos saltos, que não se calam durante toda a projecção. É pois então, perfeitamente natural que o cinema tenha menos espectadores. E eu sou um deles.

 

Portanto é preciso ter em conta que recorrendo a outras “técnicas”, no geral tudo fica mais barato. Fazer download de um filme, por vezes, demora apenas umas horitas. Os novos leitores de DVD já vem equipados com sistemas descodificadores e permitem (na grande maioria) ler DivX, ou seja, o filme previamente sacado pode facilmente ser visto num ecrã jeitoso, sendo ainda possível valermo-nos de um sistema home-cinema. Só ficam mesmo a faltar as pipocas, e para isso basta ir comprá-las, enquanto o filme está a ser sacado. Eu pessoalmente continuo a adorar a sensação que uma sala de cinema me transmite, mas da mesma forma também confesso que já tive muitos dissabores dentro dessa mesma sala.

Resultado, passei a ser mais selectivo com a escolha do filme, da hora da sessão e do cinema em si. Se for perto de uma escola é para esquecer, se for durante a tarde, o mais certo é apanhar com as hormonas (e pipocas) dos outros. Para isso prefiro mesmo ficar por casa, no conforto do meu sofá, e ainda que se perca em qualidade – é um facto – fica-se definitivamente a ganhar nas chatices, transtornos e más educações que não se apanham nem aturam.

 

É urgente pensar-se no cinema de uma outra maneira. Mais uma vez (e começo a desconfiar que seja de mim), não vejo a justificação para os preços aumentarem anualmente. Para quê pergunto eu? As salas continuam as mesmas, os sistemas de som passam-se anos até serem trocados, as cadeiras se estiverem partidas assim continuam, nas sessões da tarde apenas está um funcionário (na grande maioria das vezes) responsável por tudo, venda de bilhetes, venda de pipocas etc., então para onde vai esse dinheiro? E os jovens e os estudantes ainda vão tendo descontos (apesar de serem muito pouco significativos), aos outros até dói, o preço é um exagero! Continua a ser apenas e só o lucro que interessa para estas companhias, que no balanço de final de ano, se apresentam com dados, que dizem ser preocupantes, pois há decréscimos de espectadores de ano para ano, e eu pergunto, com a mesma preocupação… então isso não é óbvio? E não estaria na altura de deixarem de ser gulosos e gananciosos? Eu ainda sou do tempo em que numa semana ia pelo menos três vezes ao cinema… agora passam-se semanas sem lá ir… é que infelizmente as prioridades são outras.

 

Dá mesmo vontade de dizer, “ò tempo… volta para trás”… mas o sacaninha teima em não voltar…

Até para a semana!

publicado por OlharCrítico às 22:44
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Trailer de "Where The Wild Things Are"

 

Este foi um filme que sempre me chamou a atenção desde que sairam as primeiras notícias sobre ele. Não conheço a história e nem sequer sabia que era baseado num livro infantil (apesar de neste momento eu já estar a "sacá-lo"). Inicialmente talvez a origem deste interesse fosse pelo facto de (depois de Peter Jackson ter iniciado com a triologia do "Senhor dos Anéis" e mais recentemente Guillermo del Toro com o Hellboy) eu observar que se está a voltar a usar as técnicas do passado no que respeita à utilização de fatos, maquetes e adereços em escala real em vez de se utilizar exclusivamente CGI, algo que eu aprovo a 100%.  E depois de ver o trailer, ainda mais interessado fiquei porque apaixonei-me completamente por todo o ambiente que o filme parece transmitir e em 2 minutos e pouco senti-me de novo  com 6 anos. Vejam o trailer em versão HD aqui e em versão Youtube aqui.

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Novos posters: "Angels & Demons"

 

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Segunda-feira, 23 de Março de 2009

"DragonBall Evolution" correspondeu às expectativas...

 

... ou seja, uma verdadeira porcaria. Apesar de o filme ainda não ter estreado nos EUA, já estreou no Japão, e como neste mundo cibernaútico basta apenas esperar algumas horas para o filme "furar" para a net, aqui o vosso amigo decidiu dar-lhe uma espreitadela para ver se vale o preço de uma ida ao cinema. E sinceramente, nem de borla vale a pena ver este filme. É mesmo muito, muito, muito mau. Argumento: uma nulidade... efeitos especiais: do pior... casting: nem quero ir por aí... Já vi episódios dos Power Rangers mais interessantes que este DragonBall (sim, porque os dois são comparáveis). Resumindo numa única palavra: rídiculo!

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Ora aí está uma ideia interessante...

 

"I think that the best way to judge movies is, like, 10 years after they’re released. I think they should actually do the awards that way. I think they should have done the Academy Awards this year for movies from 1998. I think it’s better to look at a movie and then step back and look at it again. I don’t think - that the awards necessarily get it right. I think they get it wrong more often than they get it right." (Matt Damon)

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Sábado, 21 de Março de 2009

País de Brandos Costumes... Pipocas ou McDonald's?

 

Vivemos num país de brandos costumes, e isso é indiscutível. Da mesma forma somos um país que possui uma sociedade fundada na base do lucro, onde tudo tem preço, tudo se vende e tudo se compra. Há porém, aqueles pseudo-intelectuais (tipo eu) que afirmam que é a cultura que sai vítima desta situação, mas a verdade é que também nem liga ao que esses senhores dizem (incluindo eu). Li algures que a venda das comidinhas nos cinemas é quase 90% das vendas e do lucro. Depois do choque inicial, dei por mim a pensar naquelas pipocas que afinal de contas valem ouro. Depressa este pensamento saiu da minha mente para entrar outro. A verdadeira chafurdice que é comer pipocas enquanto se vê um filme. Se não reparem, o barulho do mastigar – muitas das vezes de boca bem aberta para todos ouvirmos (no bom sentido da partilha) – ou então a procura incessante com a mão bem aberta a percorrer todo o fundo do pacote (leia-se antes, autêntico balde), os refrigerantes e o barulho repetitivo das pedras de gelo a bater, e mais para o fim, aquele sugar apetitoso e irresistível por aquela palhinha irritante, que enoja qualquer um. Como se pode imaginar, ou constatar, são de facto elementos fundamentais para uma inesquecível banda sonora.

 

E a última que me aconteceu foi ainda mais… vamos chamar-lhe “caricata”. Estava eu preparado para iniciar a sessão (publicidades à parte claro) quando dou conta da entrada de um grupo de espectadores, no qual cada um se fazia acompanhar do seu saco de papel que ostentava a letra “M” em tons amarelados. É verdade, McDonald's em plena sala. Ou seja, além da doçura do aroma das pipocas agora também tinha o aroma salgado (e intenso) do belo do hambúrguer, acompanhado claro está, com as perguntas do costume; “onde é que pára o ketchup?”; “trouxeste guardanapos a mais para tirar a porcaria dos pickles?”; “Olha o gajo enganou-se e em vez de cola deu-me ice tea!”; Tudo isto “embalado” por esse melodioso som proveniente dos sacos e dos invólucros dos hambúrgueres. Seria para rir, se não fosse tão dramático ao que isto já chegou.

 

O que virá a seguir, foi a questão que me preencheu o pensamento durante o resto da sessão. E, feliz ou infelizmente (ainda não decidi) as possibilidades são imensas. Um caldinho verde numa taça de barro, um bacalhau à Brás ou à murro, uma sardinha assada numa fatia de broa, um cozido à Portuguesa ou o arrozinho de marisco sempre bem acompanhado com o verdadeiro copo/ jarro de vinho ou uma mini. E pensando bem, a única coisa que teria que ser mudada nas salas, seriam as cadeiras que além do já existente espaço para o copo, teriam assim que possuir um pequeno tabuleiro nas cadeiras da frente, um pouco como já se faz nos aviões, para se poder pousar o farnel enquanto se vê o filme, como uma típica casa portuguesa com certeza, onde o garrafão e o farnel são já presença habitual. Já estou mesmo a ver a perna da lagosta a sair disparada em direcção à cabeça de alguém. E se no final das sessões as salas já estão imundas “apenas” com pipocas, imaginem com estes novos upgrades… pois eu sei, ou é imaginável, ou é por demais cómico, e eu desconfio que seja mais a segunda.

 

Agora mais a sério. A verdade é que também consumo pipocas. É viciante e somos quase “obrigados” a comprar, sendo praticamente impossível dizer que não, ainda que por vezes aquele cheiro a gordura e a doce agonie qualquer pessoa. Mas além de ter algum cuidado quando as como, a verdade é que o faço para perceber o outro lado da questão. Eu não as como por prazer, como por sacrifício, que representa um serviço público, pois além de não me querer armar em “sabe tudo”, considero não ser justo falar de algo, quando não conheço de forma aprofunda o outro lado da barricada, ou deste caso, do pacote. Além do mais, e isto sim é extremamente importante, sempre é mais fácil implicar comigo e com as minhas pipocas do que com os outros e com as respectivas pipocas deles. E em última análise sempre prefiro levar com o meu barulho, do que com o barulho dos outros. Pelo menos assim só sou distraído por mim, e visto que não podes vence-los (também com uma margem de lucro desta é difícil de vencê-los) o melhor mesmo é juntarmo-nos a eles. E venha daí a pipoca pois então (por sacrifício claro)!

 

Até para a semana!

publicado por OlharCrítico às 18:23
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

Crítica: "Gran Torino"


 Classificação:  (10/10)

 

É já difícil, se não mesmo impossível, não considerar Clint Eastwood como um dos melhores realizadores em actividade. Apesar dos seus 78 anos, ainda consegue surpreender-nos, seja com os seus filmes, seja com a sua maneira de ver e fazer cinema. Nisso e não só Eastwood é um génio. Gran Torino premeia pela sua simplicidade e eficácia em toda a sua extensão.

 

Eastwood interpreta um homem que se reveste aliás como sendo uma convergência de personagens e histórias que protagonizou ao longo da sua filmografia, como se de um apanhado da sua carreira se tratasse, sendo possível reconhecer algumas, entre elas: Harry Callahan (da saga “Dirty Harry”), Bill Muny (do inesquecível “Imperdoável”), Sergeant Thomas Highway (do poderoso “Sargento de Ferro”) e Frankie Dunn (do dramático “Million Dollar Baby”). É portanto um personagem duro que não deixa de ser humano e justo, sem papas na língua, que distribui com frequência palavrões e ofensas racistas. Um homem com um passado que o marca profundamente e que torna claro a sua razão de ser. Da mesma forma questiona-se sobre a postura social e política do seu país que, pelo menos aparentemente, se encontra tão perdida quanto o olhar do jovem que dá origem a todo o desenvolvimento da narrativa. É um filme denso, violento, introspectivo e com uma vertente muito humana da problemática em questão. Por isso contar mais seria revelar em demasia e com isso retirar-vos o prazer de visionar este objecto cinematográfico que encerra interpretações seguras e bem caracterizadas, mesmo as dos estreantes (ainda que umas melhores que outras é certo) que acabam por trazer uma grande densidade dramática ao filme.

 

Tecnicamente o filme é aquilo a que o realizador já nos habituou. Imenso rigor e um cuidado extremo na composição da imagem que resulta em planos muito bem conseguidos – como aquele em que Walt Kowalski contempla o seu Torino ao final do dia na companhia da sua cadela – com uma fotografia delicada, que nos remetem para os bons velhos tempos do cinema clássico onde tudo tem tempo para existir e respirar. A montagem eficaz prende desde o inicio o espectador e a música adequa-se na perfeição ao ritmo e densidade do filme. Isto é ainda mais notório – e notável – no segmento final do filme.

 

Em suma, Gran Torino é o cinema em puro estado de graça. Um filme terno, realista, divertido e carregado de uma grande componente humana, com a morte e a respectiva redenção, sempre a pairar – tão típica nos filmes do realizador em questão. Trata-se de um filme que reafirma Eastwood como um dos melhores realizadores de sempre e dessa feita um dos que não se deve de maneira nenhuma perder.

 

O MELHOR: Clint Eastwood, tanto na realização como na interpretação.

 

O PIOR: Como foi possível deixar esta pérola fora dos Óscares?!

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Segunda-feira, 16 de Março de 2009

O regresso de "MacGyver" mas para o grande ecrã?

Para já são apenas rumores, mas pelos vistos a NewLine está a ponderar realizar um filme da famosa série da década de 80 e 90 "MacGyver". Ainda não existe argumento, nem realizador e muito menos se sabe, caso pretendam também o regresso do Richard Dean Anderson, se o actor está ligado ao projecto. De qualquer forma, e como fã confesso da série televisiva, eu cá gostaria de (re)ver o agora "velhinho" MacGyver numa daquelas suas aventuras mirabulescas, em que consegue salvar o dia apenas com um par de atacadores, uma caneta e uma dose gigantesca de imaginação e engenho. O que é que vocês acham?

 

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Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Cinema Português… Para onde vais tu?

 

 

Hoje dei por mim a pensar nesta questão. Não por não gostar do cinema português, pois até acho que tem muito valor, mas porque dei por mim a imaginar no que será o nosso cinema daqui a uns valentes anos. É verdade que o cinema Português no geral não agrada aos espectadores. Isto é perfeitamente aceitável e muitas das vezes até compreensível. Actualmente, a grande questão prende-se com o facto dos últimos filmes, segundo o que muitos dizem, terem marcado um ponto de viragem, na “reconciliação” (ainda que na minha opinião apenas aparente), do cinema português com o seu público. É interessante que se utilize esta afirmação recorrendo apenas e só ao factor “box office”. Ou seja, será correcto dizermos que o cinema Português está a mudar apenas porque tem mais espectadores a vê-lo? Dito de outra forma, será que o cinema Português se tornou comercial (sempre com salas cheias, economicamente viável) em vez do de autor (com muito menos lucro e mais afastado do público)?

 

Segundo Nicolau Breyner “o público Português está ávido de cinema comercial”. Pessoalmente sinto a falta de um bom filme de acção (apenas como exemplo), possuidor de cenas que me marquem, que me causem impacto. Por outro lado, tenho a certeza que não quero um filme, que não encerre uma história interessante, cativante, verosímil e acima de tudo bem escrita e realizada, pois desse “subgénero” chunga existem muitos lá para os “States”. De facto é preciso existir uma mudança, a todos os níveis, para o cinema Português crescer e amadurecer, estou inevitavelmente de acordo. O mesmo já não acontece com as medidas que têm sido tomadas para atingir essa mudança. Passo a explicar. Esta recente vaga de nudismo – que é certo que sempre existiu mas que só agora se intensificou – nos nossos filmes, é a meu ver, a única arma utilizada para angariar mais espectadores para as nossas salas. Porque é a isso que os nossos filmes se têm resumido nos quais a história é praticamente inexistente e os argumentos por norma de fraca qualidade, e aspectos técnicos na grande maioria das vezes mal aplicados. Estou seguro que o mesmo tipo de espectadores que agora as enche, depressa irá perceber que tudo isto é muito pouco e com isso passarão a exigir mais. Estado aliás onde, felizmente, muitos de nós já se encontram e eu me incluo. Só aí acredito na reconciliação.

 

Portanto mais uma vez tenho que questionar onde param os verdadeiros valores cinematográficos? Será impossível conciliar um cinema que possua uma identidade própria, uma linguagem fílmica interessante, com um cinema economicamente viável? David W. Griffit (um dos pais do cinema) conseguiu-o. Será que para o futuro queremos ver o nosso cinema reduzido a – perdoem-me a expressão – gajas nuas? A histórias(zinhas) limitadas, que se afirmam como sendo polémicas e a única polémica existente é perceber-se como é que foi possível gastar-se dinheiro para fazer determinado filme? Ou então reduzido a filmes biográficos, sejam históricos ou não, completamente isentos de qualquer valor cinematográfico, e que tão facilmente se fundem com o universo da televisão, como se os dois mundos, assim do nada se tornassem apenas num?

 

Se passar por aí, então confesso que prefiro com toda a certeza que encerro em mim, aquele cinema – o de autor – que a maioria não gosta, repudia, diz mal (muitas das vezes sem ter visto). Cinema esse longe do público, mas próximo do que foram os alicerces do cinematógrafo. Longe dos números e dos cifrões, porém próximo de ideias originais e criativas, onde se constatam boas histórias, pensadas e estudadas, aprofundadas (evidenciando cultura), ao invés de “contos” irreais, simplistas e feitos num ápice apenas para se garantir um lugar na “história”. Para mim, o cinema, qualquer cinema, tem que ser muito mais do que o “bom” ou “mau” numa relação directa, com os “muitos” ou “poucos” espectadores. Enfim… perdoem-me este desabafo mas no fundo trata-se de uma questão (e quem fala desta facilmente poderia falar de outras), bem mais complexa do que alguns produtores e realizadores (desta nova geração) querem fazer transparecer. E como já foi aqui dito anteriormente, “dá pena”!

 

Até para a semana!

publicado por OlharCrítico às 21:13
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Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Trailer de "Drag Me To Hell"

Como fã confesso da triologia "The Evil Dead", quando soube que o Sam Raimi iria voltar às suas raízes gore, não pude deixar de esboçar um enorme sorriso de satisfação e esfregar as mãos de contentamento. E depois de ter visto o trailer divulgado à dias, mais contente fiquei. Obviamente não espero que esteja ao nível do "The Evil Dead", pois os filmes tiveram o sucesso que tiveram em circunstâncias muito diferentes e em tempos muito diferentes dos de hoje, mas de qualquer forma tenho um feeling que com este não me vou desiludir. Vejam o trailer aqui em HD e aqui na versão YouTube.

 

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Rourke e Johannson em "Iron Man 2"

A DeadlineHollywoodDaily divulgou que Mickey Rourke e Scarlett Johannson vão participar na sequela do "Iron Man". Ao que parece, as divergências em relação ao salário entre a Marvel e o Mickey Rourke, foram ultrapassadas e o actor irá  de facto desempenhar o papel do vilão russo Crimson Dynamo. Quanto à Scarlett, irá substituir a actriz Emily Blunt no papel de uma espia de nome Black Widow.

 

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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Crítica: "The Watchmen"


 Classificação:  (9/10)

  

O "outro lado dos super-heróis" seria como eu definiria este filme se me pedissem para o fazer. Foi sem conhecer praticamente nada da BD na qual se basearam, que vi esta película como um ponto de viragem dentro do género. Como filme, respira e existe de forma harmoniosa sem recorrer necessariamente à obra original, sendo que, reconheço que possa ser uma ainda mais agradável experiência para quem conhecer a BD aprofundadamente.

 

Aliás, é precisamente na narrativa que reside um dos (muitos) pontos fortes deste filme. Densa, perturbante, sombria, realista, actual, violenta e adulta, retrata de forma evidente a notável capacidade criativa e escrita de Alan Moore, com os enredos e subenredos que desenvolveu, absolutamente brilhantes e nunca antes vistos e aplicados no âmbito cinematográfico, excepto talvez no ainda recente "The Dark Knight". Em "Watchmen" temos heróis na perspectiva de pessoas comuns. Temos heróis que além dos problemas de outros e do mundo também têm os seus (pessoais) para resolver. Por outro lado, e existente em todas as questões, a dualidade que caracteriza a vida de qualquer um de nós, e o que isso acarreta, a par com as respectivas escolhas e consequências que dessas advêm. É desde o inicio do filme (com um dos genéricos mais marcantes que já vi), que é construída toda esta complexidade narrativa que vai crescendo com os acontecimentos mostrados no filme, e que culminam num final que tem tanto de surpreendente como lógico e conclusivo, apesar do risco inerente que o realizador correu (que segundo o que li, alterou-o ligeiramente). E há que dizê-lo, tudo isto é louvável

 

Zack Snyder, tem um trabalho exemplar na realização. A sua capacidade visionária já não era novidade, contudo existe de um cuidado extremo e evidente, nas imagens que nos são mostradas. E mesmo não conhecendo a BD, é perceptível o empenho na tentativa de colar as imagens da BD ao filme, facto que resulta em pleno e, tenho que confessar, dá um aspecto muito cool ao filme. É muito graças à realização, que o filme resulta tão bem. Tudo foi pensado ao pormenor, e quando assim é o objectivo tende a ser alcançado. O mesmo acontece com os efeitos visuais do filme. Neste caso revestem-se de uma importância significativa e na grande maioria das vezes são bastante eficazes. "Na grande maioria das vezes" porque no que respeita à personagem de Dr. Manhattan, já lhe denotei algumas falhas técnicas, principalmente quando com este existe interacção com uma ou mais personagens, o que se traduz numa falsa sensação de toque e profundidade. Isto apesar do visual fantástico que lhe foi destinado.

 

Relativamente aos actores, mais uma vez a única palavra que me ocorre é: exemplares. As suas personagens, caracterizadas de forma perfeita, dão assim a conhecer ao espectador, toda a densidade pessoal de cada uma delas, que em tanto beneficiam a história, principalmente no que respeita ao segmento final da mesma. Também a música, tem um papel importantíssimo no filme e é, a meu ver, muito bem escolhida. O genérico, como já referi, é uma pérola preciosa (para guardar para sempre) e todo o filme está irrepreensivelmente sustentado do ponto de vista músical.

 

Porém, e já li vários comentários em concordância, falta qualquer coisa ao filme. Também eu senti isso, mas talvez advenha do facto, que bem vistas as coisas – e quem conhece a BD, melhor poderá opinar sobre esta minha posição – não existe nada de propriamente original (e genial) proveniente da mente de Zack Snyder, tratando-se "apenas" de uma reprodução (muito fiel) que demonstra o mais profundo respeito pela obra do autor que a criou. Neste sentido também é certo que provavelmente nunca terá sido definido como objectivo, a criação de algo totalmente novo, mas a verdade é que não impede de nos deixar com ânsia de mais e melhor, além da ilustração (muito próxima da perfeição) da obra de Moore.

 

Não obstante deste pequeno factor (discutível em toda a sua extensão), é um filme imprescindível. Ponto de viragem no género e um filme obrigatório. Uma experiência marcante e estimulante, em todos os aspectos, e com a qual, cada vez menos vezes, somos confrontados lá para os lados do cinema americano

 

O MELHOR: A densidade e inteligência narrativa, a vertente visual do filme. A realização.

 

O PIOR: A estranha sensação de que falta qualquer coisa, com que se sai da sala.

 

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publicado por OlharCrítico às 14:28
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Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Xô Publicidade Xô!!!

 

 

Imaginem-se num qualquer dia da semana, depois de terem comprado um qualquer bilhete para uma qualquer sessão de cinema num qualquer centro comercial. Imaginem-se portanto a percorrer aquele corredor que nos conduz até à referida sala, e que por vezes, tanta ansiedade causa por sabermos que ainda faltam dois ou três minutos para começar o nosso filme. Entramos na sala, contemplamos aquela maravilhosa tela de grandes dimensões, as colunas salientes da parede, o ambiente criado pelo lusco-fusco e pelas luzinhas referentes às filas. Sentamo-nos, aconchegamo-nos, respiramos fundo, preparamo-nos. A imagem surge pela primeira vez e finalmente aí… “GAITA! PUBLICIDADE!!! AINDA TENHO QUE GRAMAR COM 15 MINUTOS (NA MELHOR DAS HIPÓTESES) ANTES DO FILME COMEÇAR”.

 

Não foram bem estas palavras que proferi mas o conteúdo (e a frustração) está bem evidente. Estou por demais saturado por sermos, literalmente, obrigados a dispensar o nosso tempo a essa nossa amiga que é a publicidade. Deixo os trailers de fora pois, de certa forma estão relacionados com a “temática” e o espaço. Agora “Martini”, “Sagres”, “BES”, (ainda para mais com o Cristiano Ronaldo, que é uma agonia vê-lo a representar – e a fazer de génio – é demasiado trágico para ser verdade). E a lista continua, “Millenium”, “TMN”, “Whisky” (de marca que neste momento nem me lembro) ou então aqueles fantásticos e inesquecíveis apelos (sob a forma de publicidade) contra a pirataria e muitos muitos outros (que, bem vistas as coisas, acabam por ser sempre os mesmos). E quando dou por ela, já tenho os pés por cima da cadeira da frente, em cima da cabeça da pobre senhora que acidentalmente está a sofrer do “à vontade” de um caramelo qualquer (que por acaso sou eu) que pensou que com tanta publicidade só podia mesmo era estar em casa – Isto nunca aconteceu note-se!

 

Infelizmente na televisão o problema é semelhante (aqui os blocos publicitários chegam mesmo a alcançar os 20 minutos de duração) – facto que não sei se sabem, mas é ilegal (e quem é que controla isso…? Pois, ninguém). Porém na televisão isto acontece com uma “pequena” (grande) diferença – é que eu não sou obrigado a consumi-la. Pelo menos tenho a alternativa do zapping, ou então simplesmente desligo-a. Eu percebo que a televisão precise disso para sobreviver (e provavelmente também o cinema) mas será assim tão estranho que as pessoas se sintam fartas de aturarem tanta publicidade? É que a este ritmo, qualquer dia, temos durante a projecção dos filmes, intervalos de breves segundos/ minutos (um pouco como se faz nos canais de cabo, tipo AXN ou FOX), para publicitar uma marca de pensos higiénicos (nos quais a publicidade é frequentemente hedionda), um chocolatinho, ou vá lá, mais uma bebida alcoólica que seja (como é típico nos nossos canais de televisão – não esquecendo o obrigatório “beba com moderação”).

 

Voltando ao cinema, será que por pagar a quantia exorbitante que pagamos por um bilhete, fico automaticamente obrigado a consumir publicidade? Se assim é, então sugiro que se criem dois preços. Os preços actuais para quem não quer ver publicidade e um preço um tanto mais caro (eu disse um tanto) para quem quer ou não se importa. Agora “comermos” todos por tabela é que desculpem lá mas já mói! Todavia, como sei que esta minha sugestão não vai agradar aos senhores “publicitários”, sugiro outra. Apresentem os objectos em questão com originalidade e criatividade e coloquem publicidades novas, para não serem sempre as mesmas. Aliás se tiverem dúvidas neste ponto, o melhor mesmo é recorrerem a um programa chamado “Commercial Breakdown” que actualmente é transmitido na SIC Radical, com o melhor que se faz de publicidade pelo mundo fora. Acreditem que assim, nem vocês, e muito menos eu, me incomodava por estar a ver 15 minutos de publicidade. Doutra forma só apetece mesmo dizer, Xô Publicidade – também pudera, com um Cristiano Ronaldo a fazer de geniozinho… mas quem é que se terá lembrado disto?!?

 

Até para a semana!

publicado por OlharCrítico às 22:23
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Novo trailer de "Star Trek"

Tal como já disse anteriormente, nunca fui um grande fã da saga "Star Trek", por isso este não é um filme que esteja particularmente ansioso para ver. De qualquer forma, reconheço que pelos trailers parece ter muito bom aspecto e que o J.J. Abrams não ignorou toda a mitologia que envolve a saga. Vejam o novo trailer aqui em formato HD e aqui em Youtube.

 

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publicado por CinemaBox às 12:58
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Quinta-feira, 5 de Março de 2009

1ª impressão do "The Watchmen"

Acabei de ver o "The Watchmen", juntamente com o nosso caro André Santos aka "Olhar Crítico", e devo dizer que saí da sessão satisfeito. Não esperava uma obra-prima, mas achei o filme muito bom, muito fiel à graphic novel. Obviamente que houve algumas alterações em relação à obra de Alan Moore, e algumas cenas da BD não apareceram no filme, mas isso é perfeitamente natural e em nada retirou o prazer que foi ver este "The Watchmen". Para mim, está aprovado. Contem com a crítica do André dentro de dias...

 

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publicado por CinemaBox às 19:32
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