Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Crítica: "Terminator Salvation"


 Classificação:  (6.5/10)

 

Não deixava de ser um filme que esperava com alguma expectativa. Apesar de não se fazer acompanhar de nenhum dos “participantes” dos filmes anteriores a história prometia, embora também sentisse em mim muitas reservas.

 

No fim o filme não é mais nem menos do que esperava. Chuva tremenda (diria mesmo tempestade) de efeitos especiais, eficazes quanto baste, sequências bem filmadas, principalmente as de acção, fugas, perseguições, tiroteios e explosões umas atrás das outras, protagonistas minimamente interessantes e uma história, que tal como eu deixei a sua referência para o fim, a meu ver é no filme muito mal aproveitada.

 

A primeira parte do filme é a referida catarse de efeitos especiais, na qual o argumento custa e demora a arrancar. Para se ter uma ideia desta problemática, só para lá do meio do filme é que se fica a saber um facto prontamente (e desnecessariamente) revelado no trailer. Anda-se a engonhar, quando meses antes o trailer já desvendou aquilo que o filme tenta esconder (ou surpreender) o espectador. À parte disso a história avançou no tempo, relativamente aos seus antecessores pois passa-se num futuro devastado por uma explosão nuclear, controlado pelas máquinas, cada vez mais assassinas e tecnologicamente evoluídas. John Connor continua a sua luta incessante contra tamanho poderio tecnológico como líder da Resistência e desta feita as máquinas reservam-lhe uma tremenda lição de modéstia e integridade, um tema já ligeiramente abordado no segundo filme da série.


Porém não deixa de faltar um enorme aprofundar de temáticas, que seriam muito interessantes de ver – principalmente no que respeita às ligações entre humanos e máquinas – mas que facilmente são descartadas em prol de grandes e complexas sequências de acção, tão ao jeito de Hollywood com os seus típicos blockbusters e respectivo acompanhamento do balde de pipocas a ser consumido vorazmente. Exterminador Implacável merecia definitivamente bem mais!

 

Todavia não posso deixar de referir o notável esforço por parte da realização e argumentistas, de fazer um filme com imensas referências aos antecessores e algumas surpresas lá pelo meio que vão deixar os mais conhecedores das obras prévias, com um sorriso de orelha a orelha. Christian Bale no papel de John Connor é competente ainda que na minha opinião as estrelas cintilantes deste “Exterminador Implacável: A Salvação” fiquem com Sam Worthington como Marcus Wright e Anton Yelchin como Kyle Reese que foram para mim os verdadeiros pontos altos deste último filme da saga. Pequena referência à música de Danny Elfman que apesar de precisar de a ouvir novamente, numa primeira abordagem não me pareceu a mais acutilante para o género de filme que sonorizava. Apesar disso o tema de Terminator ainda lá aparece algumas vezes.

 

No fim é apenas mais um. Tecnicamente competente mas com evidente falta de uma estrutura narrativa mais densa e cativante. E se é verdade que um Exterminador 5 já se advinha fico a pensar se haverá mesmo necessidade de continuar… ou deixar a saga de “Terminator” por aqui e ecoar nos nossos pensamentos os dois primeiros de James Cameron. Para mim já era mais que altura de ficar por aqui.

 

O MELHOR: As piscadelas de olhos e a competência técnica na grande maioria das cenas.

 

O PIOR: A não exploração de um argumento que tinha tudo para ser explorado. Pena.

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publicado por OlharCrítico às 21:48
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