Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Crítica: "The Curious Case of Benjamin Button"


 Classificação:  (9/10)

 

É logo no início que começamos a ficar presos ao que se passa no ecrã. A história, além de possuir contornos de fábula, apresenta-se como uma história que é capaz de colocar o espectador a pensar e a reflectir sobre várias questões, sendo que provavelmente a mais importante é mesmo a morte, ou de outra perspectiva a vida, deixando ao vosso critério, qual será a mais importante.


Um homem que vive preso no seu corpo, que nasce velho e vai rejuvenescendo, não o impedindo de viver, apenas obrigando-o a fazer um percurso estranho e curioso em relação a todos os outros. O que verdadeiramente é importante, não é o tempo que se vive mas sim o que se consegue fazer durante esse tempo. As emoções e todos os sentimentos passam assim para o espectador de uma forma fluida, através das revelações do personagem principal, presenteando um relato fiel da sua vida através das memórias na forma de diário. A história é mágica e no seu desenrolar vai sendo apoiada por várias diegeses (narrativas) paralelas, representadas por personagens marcantes, que iniciam Benjamin nas lides do mundo, muito bem interpretadas por grandes actores. A química entre Pitt e Blanchett é notória, e alguns personagens considerados secundários chegam mesmo, nalgumas vezes, a alcançar um estatuto bem mais relevante do que à primeira vista possa parecer.


Tecnicamente o filme está muito acima da média. Uma produção excelente, ou não se tratasse de um filme de época. Uma fotografia aprimoradíssima, com planos que acabam por ser verdadeiros quadros, um guarda-roupa cuidado e efeitos especiais evidentemente trabalhados de forma aprofundada.


Em suma um filme, que apesar da longa duração (não se perderia muito com alguns cortes), consegue sempre cativar o espectador, com sequências magníficas (a da batalha em pleno mar aberto, as imagens da guerra no início e a sequência final), que demonstra a capacidade visionária de David Fincher e que comprova a mestria da soberba realização que encerra. David Fincher é mesmo um dos melhores realizadores da actualidade.


O MELHOR: A realização, o argumento, os actores e as suas interpretações, o primor técnico a todos os níveis.


O PIOR:
A duração, e apesar de tudo, o facto de continuar a cair nalguns clichés ligados ao género em si, mas que nunca chegam a colocar a qualidade desta obra em causa. E por outro lado, qual é o filme que não cai em clichés?!?

 

publicado por OlharCrítico às 22:02
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1 comentário:
De Caminho a 25 de Fevereiro de 2009 às 11:00
Concordo com tudo.

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