Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Férias… Palavras para quê?!

 

Essencialmente porque me apetece escrever um bocadinho antes de oficializar a minha entrada de férias das crónicas semanais. E também porque é sempre difícil falar-se de férias sem que uma onda de nostalgia de enormes dimensões nos atinja, fazendo-nos recuar no tempo para aqueles dias maravilhosos, num local inesquecível com a companhia perfeita. Esta altura do ano é por eleição a altura preferida de todos. Os que trabalham finalmente podem descansar, fazendo longas viagens e muitas das vezes para levarem uma vida muito semelhante àquela que levam durante o resto do ano, mas que só por se sentirem em férias, já é possível suportar. Para os que não trabalham é aquela altura do ano em que podem descansar de procurar possíveis empregos e do stress do dia-a-dia em frente a um computador, não deixando de ansiar por novas e possíveis oportunidades futuras.

 

É também nesta altura do ano que as roupas diminuem devido a uma reacção implícita entre o corpo e a temperatura ambiente. E isto é uma maravilha, pois parece que as pessoas andam, de uma forma quase imperceptível, como se levitassem, deslocam-se com um andar mais leve, descontraído e despreocupado, apresentam-se mais sorridentes como se nada mais houvesse ou importasse se não aqueles preciosos raios de sol que nos banham a pele. Aumentam-se os cuidados com a aparência (e por falar nisso tenho que ir cortar as unhas), usa-se e abusa-se dos solários, dos longos períodos de exposição a esse nosso amigo Sol. Na praia todos libertamos a criança que existe dentro de nós e ainda que seja por breves momentos, transformamo-nos em putos malucos quando a onda vem e nos deita ao chão com uma facilidade assustadora. É aí que nos rimos nervosamente, meio engasgados com a água que engolimos mas no fundo despreocupados com o tremendo banho que acabámos de levar.

 

As férias no geral englobam tudo isto. Uma certa despreocupação onde não tem que existir uma obrigatoriedade de horários, onde podemos estar sem pensar em trabalhos, chatices, primeiros-ministros, ministras da educação ou de outra qualquer estirpe, onde o que interessa apenas é o nosso bem-estar e a respectiva meteorologia. No meio de tudo disto, e para fugir ao sol nas horas de maior calor, um tempinho para ver um filme, um daqueles bem-dispostos e animados, eu sugeria a “Ressaca” ainda em muitos cinemas pelo país, que realmente consegue ser uma lufada de ar fresco no género e na originalidade dentro do género, fugindo de possíveis semelhanças com outros filmes que já se apresentam como estando gastos mesmo antes de estarem feitos.

 

Férias… palavras para quê?! Não há palavras que consigam descrever o que cada um de nós sente ou experiencia. Aquilo que se vive é mais marcante do que tudo o resto, independentemente daquilo que se pode dizer ou não. É assim que espero que os “meus” leitores (e meus num sentido de profunda amizade) vivam e usufruam nestas férias. Que recarreguem as energias ao máximo para a segunda metade do ano, e acreditem, se esta passar tão depressa como a primeira… quando dermos por ela já o ano terminou. Não se esqueçam de ver muitos e bons filmes (se bem que este segundo critério é cada vez mais difícil), de os apreciar tal como tudo aquilo que vos rodeia. Pois na verdade não se saberá se amanhã lá estará para ser contemplado.

 

E desta feita, em vez do meu “até para a semana” deixo-vos com um profundo agradecimento, pela activa participação nestas 20 crónicas semanais (é verdade 20 semanas de crónicas), agradecendo especialmente o facto de terem “perdido” algum tempo das vossas vidas para comentarem e escreverem as vossas opiniões sobre os temas em causa. A todos vós o meu obrigado e o mais sincero desejo de umas óptimas férias.

 

Até um dia destes!

publicado por OlharCrítico às 20:46
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Excelência nas editoras?! – É raro, muito raro!

 

É mais que sabido que as editoras/ distribuidoras de cinema do nosso país ficam quase sempre muito longe das expectativas. Especificamente nas editoras, ou porque uma determinada edição em DVD não se faz acompanhar com extras decentes, ou que pelo menos sejam iguais aos da edição dita original, ora porque custa quase o dobro do que anterior e com menos extras lá está, ou ainda mais grave, aquilo que me aconteceu nestas ultimas semanas com a colecção da série “24” a custar 19.90€ quando na semana anterior custava mais dez euros (e isto já com desconto). Do mal, o menos pensei eu. O pior foi quando saí da loja e a 1ª e 2ª temporada possuíam praticamente todos os discos que as compunham, riscados. A acrescentar a isto, o mesmo já me havia acontecido em Viseu. As duas primeiras temporadas estão num estado lastimável. Após apresentado o caso na loja, promoção válida apenas para a FNAC, foi feito um pedido de um novo artigo com a nota de que os discos se encontravam riscados. Quando esse respectivo pedido chegou, pedi como é óbvio para confirmarem os discos e qual não é o meu espanto… estavam praticamente todos no mesmo estado – riscados e imundos. Fica já aqui o aviso, verifiquem sempre os DVDs depois de os comprarem e fica aqui a sugestão à editora em causa, que os discos não servem de “frisbbees” apesar da estação em que nos encontramos. Muito menos servem de discos rotativos que se introduzem em certas máquinas de limpeza a fim de polir o chão. É certo que nunca referi isto antes porque confesso, pensei que fosse do senso comum… por vezes sou mesmo crente.

 

Ora com as distribuidoras (que por vezes também podem ser editoras), são também férteis as situações engraçadas (mas que no fundo apenas provocam as mais sinceras lágrimas do ser mais sério e lúgubre). Foi na “Premiere” que li que o filme “Deixa-me Entrar”, objecto cinematográfico Sueco e que para alguns é uma verdadeira escola de cinema, está disponível em apenas duas salas de cinema. Uma no Porto e outra em Lisboa. Que Lisboa é capital eu já sabia, agora que Porto e Lisboa são as duas únicas cidades que constituem PORTUGAL onde algum inteligentezinho da treta acha que é aceitável (ou rentável) disponibilizar o filme, isso não sabia. Bem vistas as coisas só há gente culta, inteligente e interessada em cinema nestas duas cidades, o resto é copos, cerveja, tremoços e amendoins, sem esquecer o futebol à mistura por isso até é uma decisão minimamente aceitável… mas será mesmo?!? Pessoalmente gostava de conhecer os “artistas” por detrás destas noções de marketing e de mercado e tentar perceber (se é que é possível) o que se passa nas suas cabecinhas pensadoras. Torna-se ainda mais vergonhoso quando um filme com uma história similar – que está ao mesmo nível que uma qualquer bugiganga desprovida de interesse, maioritariamente direccionado para adolescentes com hormonas aos saltos na grande maioria das vezes sem nenhuma noção de qualidade seja do que for – proveniente de uma co-produção da MTV, é distribuído pelo país inteiro.

E mesmo a calhar volta à baila a questão triste e idiota de não se disponibilizar filmes de animação no seu idioma original. Mais uma vez o infeliz do conimbricense (e infelizmente deve haver por aí espalhados muitos mais infelizes) se quiser eventualmente ver o filme “Idade do Gelo 3” só poderá fazê-lo se gramar com a versão dobrada (que independentemente da sua qualidade) não pode existir por si só. Bolas é arranjarem a porcaria de mais uma bobine com a versão original. Ai é muito caro poderão dizer alguns. Caro é pagar 5€ por um menu normal de pipocas com uma Coca-Cola e outro tanto por um bilhete, isso sim é caro. Só o dinheiro que é feito neste consumíveis dava para pagar não sei quantas versões originais. É revoltante constatar-se o que é feito de forma recorrente por grande parte destas empresas, que gerem e manipulam tudo e todos em prol de receitas financeiras, que fazem o que querem e o que bem lhes apetece sem nunca em momento algum pensarem na qualidade ou versatilidade a que o consumidor tem direito, ou pior ainda, sem nunca pensarem no ridículo, escandaloso e ultrajante serviço que fazem em nome da suposta cultura. Não há cultura no nosso cinema actual. Aliás não há praticamente nada a não ser a grande maioria do lixo americano, pois esse não falha um, ora essa!

 

No fim somos obrigados a levar com publicidades contra a pirataria e afins. Qual pirataria?! Viva a pirataria – aliás serviço de qualidade onde escolho aquilo que me interessa – viva aos downloads (i)legais e aos “sacanços” em massa. Pelo menos aí posso ver o que quero, quando quero, como quero e acima de tudo sem riscos nos DVDs e sem ter que levar com o raio das dobragens. E quem diz a verdade não merece castigo já lá diz o ditado. É que olhando objectivamente para a questão, não há mesmo outra alternativa, se não na internet, para combater e se conseguir reunir as condições mínimas no que diz respeito à diversidade na cultura cinematográfica do nosso país… pois de outra forma só mesmo a resignação e a consequente toma de produtos sobrevalorizados, inócuos e isentos de qualquer critério de qualidade. É este o tipo de cinema que quero?! – Definitivamente não!!!
 

Até para a semana!

publicado por OlharCrítico às 23:06
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Onde pára a Originalidade e a Imaginação?!

 

 

Não sei se os leitores porventura sentem o mesmo mas eu já há muito tempo que não saio de uma sala de cinema marcado por um filme que tenha visto. Há muito tempo que uma história não me marca, não me emociona, não me deixa a pensar e a reflectir sobre os seus diversos pontos de vista. Talvez tenha sido “Gran Torino” de Eastwood o último a deixar uma marca tão profunda, ou dito de outra forma, desde Março. Dirão muitos e com toda a razão que o cinema serve essencialmente para entreter, o que é algo com que eu concordo mas fazendo um esforço para saltar a barreira que para muitos divide o “entretenimento” daquilo a que eu chamo de “cultura com entretenimento”, depressa percebemos que o salto não é assim tão difícil.

O cinema, e aqui insere-se principalmente o dito cinema americano de Hollywood, está a viver uma crise evidente de falta de imaginação e originalidade. Fazem-se remakes de todos os tipos de filmes, sequelas atrás de sequelas, adaptações cada vez mais rigorosas de bandas desenhada e no fim acaba por tudo junto, ser ainda muito pouco. Esta onda dos blockbusters com os seus filmes de puro entretenimento (deste feita já não é só entretenimento é também “puro”) já foram vistos vezes e vezes sem conta. Não acrescentam nada de novo e as únicas inovações são em categorias técnicas, com porções enormes de efeitos especiais e digitais, sequências megalómanas, absurdas quantias de dinheiro gastas para que no fim aquilo tudo espremido dê efectivamente para muito pouco.

 

Mas a verdade é que para isto acontecer é porque alguém dá a entender que isto é o que se quer. Esse alguém somo nós, os espectadores que vão ao cinema, que pagam os seus bilhetes para visionarem um filme. Se determinado filme tem óptimas receitas de bilheteira o mais certo é que tudo se volte a repetir numa sequela uns mais tarde. Tudo isto é ainda mais complexo pois eu também não concordo que se deixe de ir ver um determinado filme apenas porque se sabe que o realizador ou a história são fracas. Penso que devemos sempre ajuizar e criticar tendo em conta aquilo que vivemos ou sentimos perante um determinado objecto ou situação. No fundo a experiência pessoal é sempre a mais importante em todo e qualquer meio. Por outro lado também não critico de forma nenhuma e muito menos condeno quem não vai ao cinema por não gostar do realizador – e se for Michael Bay o melhor mesmo é deixar de lado – ou devido a uma outra qualquer razão.

 

Não posso porém deixar de referir mais uma “pura” verdade. Falta imensa diversidade nos nossos cinemas. Raramente temos opção de escolha perante um filme e quando a temos, normalmente as escolhas que nos são possibilitadas variam entre a “chungice” do cinema espectáculo – do qual eu gosto entenda-se – onde frequentemente se escreve um argumento partindo da quantidade de vezes que se quer explodir algo e que normalmente resultam em objectos cinematográficos sem qualquer tipo conteúdo (tornando-as assim descartáveis) ou entre o “intelectualismo” do cinema Português que peca muitas das vezes por apresentar demasiado conteúdo. Seremos assim um povo que se satisfaz apenas com explosões, efeitos, gajas em posições sensuais, barulho e frenesim?! Ou seremos também um povo que de vez em quando gosta de ver um filme que nos faz parar para pensar e reflectir sob um determinado tema?! É caso para dizer, nem 8 nem 80.

 

Não posso falar por todos mas quero crer que muitos de nós nos inserimos nesta segunda categoria, onde é importante o trabalho dos actores, dos principais aos mais discretos secundários, onde é importante a riqueza, inteligência e originalidade evidenciada na escrita do argumento que se apresenta com uma magnificência invulgar ao contrário da noção que nos é apresentada pelo actual cinema americano que apenas se pretende distinguir pela sua vanguarda técnica principalmente no que diz respeito aos efeitos especiais. Nem sempre a modernidade se faz acompanhar da mesma excelência evidenciada em filmes independentes ou europeus que verdade seja dita, dificilmente se conseguem encontrar nas nossas salas de cinema, mais conhecidas por salas de consumo desenfreado de imagem e barulho que não respeitam o mínimo rigor na qualidade ou na diversidade.

 

Vivemos de facto numa altura complicada onde só os valores do consumo são importantes. Cortam-se as raízes com os modelos clássicos do cinema, o que não tem de ter obrigatoriamente um lado positivo ou negativo, apenas servem como uma infeliz constatação. A verdade é que hoje o espectador com toda a tecnologia à disposição acaba por assumir uma posição muito descartável relativamente ao cinema, quase que como se tivesse deixado de ter interesse ou pertinência um filme mais pensado ou elaborado, algo que no fundo todos nós, na posição de espectadores verdadeiramente apreciadores de cinema, sabemos de antemão não ser verdade.

 

Existiam e ainda existem uns livros muito engraçados em que o objectivo era procurar uma personagem no meio de uma multidão, que tem como título “Onde está o Wally”. Pode-se fazer com relativa facilidade o mesmo exercício para o nosso cinema de Hollywood. No meio de tantos filmes, tantas explosões, tanto CGI, tanto plano super frenético e imperceptível que tantas vezes já foram vistos, é mesmo caso para perguntar, onde está a originalidade e a imaginação?! O pior é que ao contrário do livro, onde com mais ou menos tempo se conseguia encontrar o “Wally”, tenho muitas dúvidas que no caso do cinema se consiga efectivamente atingir esse fim.
 

Até para a semana!

publicado por OlharCrítico às 19:14
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