Sábado, 30 de Maio de 2009

E Viva lá TV!!

 

A televisão é por estes tempos, fonte de grandes produções… e da mesma forma é actualmente fonte de… grandes barracas! Também é indiscutível que o jornalismo na sua base modificou-se com o avançar dos tempos. Eu ainda me lembro (também não foi assim há tanto tempo), quando os pobres dos entrevistados mal abriam a boca, e eram logo interrompidos pelo jornalista por esta ou aquela razão. Também me lembro da célebre frase – “não está a responder à minha questão”, ou “está a desviar-se da minha pergunta” – frases que se formos a ver bem, são muitos poucas vezes utilizadas hoje. Aliás, a coisa mudou tanto que antigamente, independentemente da pertinência, ou não, da resposta esta era interrompida, e hoje deixam-nos falar e falar e falar, num exercício puro de retórica pois na grande maioria das vezes não respondem às perguntas que foram solicitadas, ou melhor contornam-nas.

 

Mas os tempos mudaram e de que maneira. Agora os entrevistados são interrompidos, porque o Mourinho chega a Portugal (que é de facto uma notícia importante) – aliás eu exijo também saber quando o Mourinho vai à casa de banho pois parece-me pertinente saber quantas vezes ao dia o senhor recorre a esse tipo de serviços da mesma forma parece-me pertinente saber quem é que vai substituir quem num reality show em pleno jornal (em directo note-se). É que se for de outra forma não poderá ser considerado jornalismo ou até serviço informativo. Discute-se muito que o jornalismo deve ser isento e imparcial, que o jornalista não deve opinar e por aí fora. A verdade é que a isenção e a não opinião, se formos a ver bem nem ocorre assim tantas vezes. Temos jornalistas que discretamente conseguem dar a sua opinião, ou a partir de um silêncio/ pausa mais prolongada, ou um olhar mais implícito ou até de um ligeiro esboçar de um sorriso. É discreto é um facto, mas a opinião está lá. Outros porém, já não o fazem de forma propriamente discreta.

 

Há televisões que gostam de marcar a sua posição, e normalmente fazem-no diferenciando-o de todos outros, se bem que me parece importante dizer – e temos que ser realistas – o nível qualitativo dos canais portugueses é manifestamente baixo (anda mesmo pelas ruas da amargura). Apesar de nem sempre nos agradarem e nem sempre serem os mais correctos também não é por isso que nos podem impedir de falar deles, afinal de contas da última vez que vi a ditadura acabou em 74, se bem que agora andemos lá perto e com a coisa mais ou menos disfarçada. Com isto chego ao acontecimento mostrado em directo (em bom jeito Português que é sedento de sangue) na passada 6ªF, na TVI. E meus amigos, a única coisa que sei, é que já vi touradas bem menos animadas. Independentemente de se gostar ou não, independentemente da cor política que cada um de nós (e eles) vestem, aquilo não pode acontecer, e acima de tudo, de jornalismo não tem rigorosamente nada. E pelo que me consta (sim porque da tvi só vejo mesmo o “House” isto é quando já não estou meio a dormir, todo torto no sofá com a saliva a escorrer-me pelo canto da boca de tanto esperar) o acontecimento da semana passada não é filho único, o que transparece uma certa gravidade na coisa. Confesso que fiquei algo espantado com as explosivas declarações de Sócrates há umas semanas atrás, mas de certa forma, a modos que fiquei a compreendê-las depois de ter visto tamanha (altercação) ou pega entre aqueles dois, que mais uma vez digo não pode acontecer num canal que se preze.

 

Mais espantado fiquei ainda com a “não” reacção do canal em causa. Quer dizer, o Sócrates fala e tem direito a resposta (defesa), por parte do responsável do programa, muito mal ensaiada diga-se (o senhor quase que engolia em seco cada vez que iniciava uma frase), onde recorrem à repetição de imagens, que inclusivamente são de um canal concorrente. Por outro lado, assistimos a uma cena destas em directo, indiscutivelmente lamentável, e não há qualquer reacção, e ainda mais grave, nem referências à situação há na emissão televisiva do jornal do dia seguinte. Ou melhor, mostram um pequeno excerto (logo no inicio da entrevista) e nada mais se fala sobre isso, como se nada se tivesse passado. Portanto abençoado youtube e afins que não permitem que o assunto seja “abafado” de forma tão simplista e desinteressante. Por sua vez são assustadores (e alguns deploráveis e infelizes, para não dizer mais) os comentários aos vídeos existentes no youtube no que respeita a esta matéria. Se por um lado a polémica pode trazer aumento de audiências, acredito que também muito facilmente as retire. E isto de tapar o sol com a peneira é vergonhoso. Se as pessoas querem e acima de tudo gostam de dar opiniões – que me parece que é no fundo a vontade da jornalista em causa – sobre os seus pontos de vista sobre este ou aquele assunto, então que se lhes dê um espaço onde eles possam exprimir o que pensam (um pouco à imagem de como o meu amigo Filipe fez comigo ao criar este espaço onde posso livremente divagar sobre os assuntos da actualidade ou outros). Sugiro então que a nomeiem comentadora residente, onde é possível (e além de lhe ficar bem ela gosta) falar sobre o que achar pertinente e opinar de forma que achar mais correcta.

 

Agora como jornalista é caso para dizer, “oh meuz amigozzzz” – há princípios éticos e deontológicos (como é referido no vídeo) que de facto devem ser cumpridos e mais importante, têm que ser cumpridos. Se não são ou se não há ninguém a fazê-los cumprir, algo está mal. Da mesma forma é importante não esquecer que o público é um bom (se não mesmo o melhor) indicador do trabalho que se faz em qualquer profissão que seja e por vezes é benéfico seguirmos algumas das indicações que nos vão sendo dadas. Pelo menos essa atitude demonstra maturidade, profissionalismo e mais importante que tudo prova que somos humildes e capazes de perceber o que facilmente pode ser melhorado, principalmente no que respeita ao canal e ao programa em causa que indiscutivelmente precisa de modificar “um” ou “dois” aspectos.

 

No fundo, os canais são livres e apenas os vê quem quer. Mas engane-se quem acha que isto resolve a questão. Pois mesmo que eu não os veja, ele existe e se existe é porque tem que apresentar o mínimo de qualidade para subsistir, e olhando objectivamente para o assunto em mãos, e sem dar razão a nenhuma das partes – até porque me parece que isso é o menos importante – às sextas-feiras qualidade é algo que não se vê muito para aquelas bandas. Está na altura de mudar, já estamos cansados, eu pelo menos estou e nem sou daqueles que acompanha com regularidade… e ainda bem se não já tinha dado em maluco!

 

Até para a semana!

publicado por OlharCrítico às 17:47
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Sábado, 23 de Maio de 2009

Livros e Cinema (serão assim tão diferentes)

 

Com a estreia de “Anjos e Demónios”, filme baseado num sucesso literário do autor Dan Brown, volta a surgir a questão, bastante pertinente por sinal, sobre o que é discutirmos filmes baseados/ adaptados/ inspirados em livros. E pelo que tenho andado a ler nesse vasto universo que é a internet, há uma grande percentagem de pessoas que inevitavelmente se remete ao livro quando comenta o filme, sendo quase impossível não estabelecer comparações entre os mesmos.

 

A questão além de ser pertinente é também muito interessante. De facto há coisas que simplesmente são impossíveis de se separarem. Não teria lógica tirar as batatas cozidas ao cozido à Portuguesa, a cerveja e o marisco ao arroz de marisco ou até o bacalhau ao bacalhau à Brás. Na grande maioria das vezes é um ingrediente que dá o nome ao prato que a partir daí fica a ser conhecido. Este pequeno desvio gastronómico (vamos chamar-lhe assim) serve apenas para dizer que quando algo surge a partir de uma outra coisa, muito dificilmente vamos conseguir separá-las. O mesmo se passa com o cinema. O filme surge devido a uma adaptação de um livro (com o mesmo nome, que possui as mesmas personagens, o mesmo enredo – ainda que aproximadamente), então porque não falar do livro, que é o mesmo que dizer, a obra que deu origem ao filme?

 

Por outro lado eu compreendo a razão pela qual algumas pessoas, de certa forma, que se opõem a esta necessidade de falar no livro, alegando muitas das vezes, que o livro não é mesma coisa que o cinema – pois não é, concordo – que o filme só pode ser comparado com outro filme porque com o livro não há interligação. E é aqui que reside a questão. Se se for por esta ordem de ideias, uma comparação (termo implícito) apenas pode existir entre algo que seja partilhado por ambas as partes. Se assim fosse apenas poderia comparar filmes, a partir do seu género, da sua história, dos seus protagonistas, da sua montagem ou da técnica utilizada mas todos sabemos que isto não resulta assim de uma forma tão linear. Eu posso comparar drama com acção, posso comparar o protagonista do filme A, com o do filme B e dizer qual me agradou mais. O que importa verdadeiramente, é se o filme (ou o livro) consegue subsistir no seu meio, sem ser implicitamente obrigatório conhecer o outro.

 

Eu que não conhecia a obra que deu origem a “Watchmen” achei o filme fraco, apenas por não a conhecer? Não, bem pelo contrário. Teria usufruído mais se eventualmente conhecesse a BD? Provavelmente sim, pois estaria muito mais familiarizado com os personagens, a história e isso faria com que possivelmente o filme me agradasse (ou desagradasse – também acontece por vezes) mais. O mesmo acontece com “Anjos e Demónios”. Como filme, ambos os exemplos conseguem existir e prevalecer, sem qualquer dúvida. Como adaptações literárias pode já não acontecer o mesmo, e é a meu ver o que decorre com a película de Ron Howard. Faltam-lhe elementos fulcrais da narrativa que por questões (que só a equipa sabe) não foram escolhidos para figurar na história. É também importante não esquecer o impacto que os livros/ BD´s – ou uma outra qualquer obra – pode causar no público, nos leitores (que pode varia conforma a intensidade desse impacto). Esses sim, nunca vão conseguir “desligar” dela, sendo que será provavelmente um público mais “exigente”. Para quem não conhece a obra, o filme deverá existir como filme, sendo que a experiência de visualização do mesmo poderá ser um tanto inferior, mas é de todo possível fazerem-se todas as comparações entre os dois meios, nunca perdendo a linha de horizonte, que sendo dois mundos diferentes, obrigatoriamente terão que apresentar as suas dissemelhanças.

 

Em suma é impossível retirar elementos de uma análise (mesmo que se trate de uma a um meio diferente) sem se recorrer ao “ground zero” da obra que neste caso concreto dá origem ao filme. No entanto é importante ter-se em conta as virtudes e vicissitudes necessárias para uma adaptação cinematográfica a partir de uma literária, ou de outro qualquer tipo. Exactamente da mesma forma como é impossível separar o fino dos tremoços. Há coisas que podem, e a meu ver, devem conviver em harmonia e complementaridade, daí a necessidade de se falar no livro para nos remetermos ao filme. É um complemento/ suplemento. E se quisermos até podemos chamar-lhe de “suplemento” nutritivo e a verdade é que com tanto marisco, bacalhau e cerveja, estou mesmo é a ficar com fome…
 

Até para a semana!

publicado por OlharCrítico às 14:36
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Novos TV Spots de "Transformers 2"

 

Directamente do site pessoal do Michael Bay, aqui ficam os 3 novos TV Spots do "Transformers 2: Revenge of The Fallen" com cenas inéditas. É só clicar aqui. Para complementar este mega post, aqui fica também uma galeria de novas fotos e a versão YouTube da nova música dos Linkin Park para a banda sonora do filme (pessoalmente gosto mais da música do primeiro filme)

publicado por CinemaBox às 11:31
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Crítica: "Angels & Demons"


 Classificação:  (6/10)

 

 

Falar de “Anjos e Demónios” sem me remeter ao livro ou até mesmo a “Código da Vinci” é impossível. A primeira porque, basearmos um filme numa obra literária com tanto sucesso obriga, ainda que de forma breve, a uma comparação entre os dois mundos, o literário e o cinematográfico. A segunda porque Ron Howard achou por bem colocar “Anjos e Demónios” cronologicamente posterior a Código da Vinci, quando nos livros, apesar de por cá ter sido editado depois, “Anjos” temporalmente anteceder ao “Código”. É também importante referir que cinematograficamente “Código Da Vinci” era um tremendo e evidente falhanço a vários níveis, com prestações desinspiradas por parte dos protagonistas e uma realização infeliz e incompetente. Se no “Código” as minhas expectativas eram grandes, para “Anjos e Demónios” (o meu livro favorito e na minha opinião o melhor que Dan Brown escreveu), simplesmente não existiam. Por outro lado a minha atenção e espírito crítico iam apurados, ainda para mais quando toda a equipa técnica se repetia.

 

Posto isto, esta nova aventura de Robert Langdon (Tom Hanks) é claramente superior ao seu antecessor. Tem um elenco que no geral está melhor dirigido que resulta em melhores interpretações, ainda que Tom Hanks fique muito aquém daquilo que já nos habitou na sua construção de personagens, deixando mais uma vez Robert Langdon, como uma máquina de debitar texto, sem grande emoção ou sentimento evidente. A protagonista tem um papel pouco evidenciado, e ao contrário do livro é deixada para um plano mais secundário. Fica mais uma vez a sensação que o papel feminino não foi devidamente explorado, não reflectindo a importância implícita que nas obras literárias nos foram apresentados. Ewan McGregor é uma agradável surpresa pois deixa-nos com uma interpretação muito positiva, sentida e emocionante que acaba por ser a grande mais-valia deste filme.

 

“Anjos e Demónios” possui um ritmo muito mais cativante, envolvente e frenético (que transparece a sensação de que passou rápido). O argumento é assim mais eficaz, e não provoca os incessantes e repetitivos bocejos de o “Código”. Tem mais acção, aproxima-se mais do espírito narrativo que o livro apresenta e como disse anteriormente a prestação dos actores favorece e é muito favorecida neste jogo de ritmos, presentes no argumento. Quanto à questão de cinematograficamente se tratar de uma sequela, não acho relevante na história, mas pode demonstrar alguma dificuldade em contextualizar a mesma. Isto leva-me ao final do filme. Eu compreendo e aceito que tenham que existir “alterações” para que um objecto literário seja adaptado ao cinema, o mesmo já não posso aceitar, quando se retiram ideias (explícitas) no livro, apenas porque “poderão” ser polémicas. E quem leu o livro, e viu o final do filme, sabe a que me refiro. A importância do Camerlengo e do papa que morreu é muito maior, muito mais pertinente e polémica do que aquela que nos é mostrada no filme. E isso não se trata de pequenas adaptações mas sim de uma tremenda falta de coragem.

 

Tecnicamente “Anjos e Demónios” é também superior ao seu antecessor. Não cai com tanta facilidade em erros de palmatória como anteriormente. Apresenta uma montagem mais cuidada, tal como a construção dos planos que é mais reflectida. Os efeitos digitais utilizados resultam na maioria das vezes, e é natural que tenha sido necessário recorrer a eles, devido às conhecidas dificuldades de alguns dos locais onde seria necessário gravar. A música, de Hans Zimmer, é desta feita mais inspirada e envolvente. Deixou de ser um acompanhamento com um objectivo de embalar (no sentido mais literal da palavra) o espectador e passou a ser uma obra com mudanças de ritmo e tom, que se adequam na perfeição à imagem que consegue enquadrar e contextualizar com primor e rigor o que o filme pretende transmitir, tendo inclusivamente o cuidado, de criar silêncio em certos momentos, para que toda a atenção recaia sobre o actor ou situação que está a acontecer na tela.

 

Resta-me portanto falar da realização. E ver um filme de Ron Howard, é ver tudo aquilo que já foi feito e ainda por cima com a filosofia do “politicamente correcto”. Não é capaz de apresentar uma única ideia de cinema nova, nem um plano que se possa dizer, “isto é de Ron Howard” porque simplesmente limita-se a passar um texto para imagem, onde não existe uma concepção de mise en scène (encenação), onde tudo é feito a uma velocidade de cruzeiro, onde tudo acontece sempre de uma forma inquietantemente rotineira e demasiado previsível. Desde “A Beautiful Mind” (2001) que nada muda no cinema deste realizador. Não há evolução. E ver um filme com alguns anos é em tudo igual a ver um filme mais recente. Os mesmos planos, a mesma desconstrução dos mesmos, a mesma linha narrativa e exactamente a mesma forma de filmar.

 

Em suma, é um filme, no geral, superior ao primeiro e que considero ser “agradável”. Mas que da mesma forma não deixa de nos causar desilusão, deixando aquele sentimento que tantas vezes já aqui falei, de que “falta qualquer coisa”. Falta alma, coração e empenho ao invés do registo tantas vezes já visto neste tipo de cinema/ género. Aliás, se virmos bem as coisas, qual foi a razão para tamanho sucesso dos livros? Precisamente porque traziam algo de novo, eram originais, provocadores, bem escritos e envolventes (independentemente de gostar ou não). Não há propriamente nenhuma fórmula de sucesso, há boas obras ou obras menos boas. Apesar de tudo isto, tenho a certeza que vai ser um sucesso, pelo menos comercial, e segundo a mentalidade que por cá anda (e que não deveria andar), isso é sinónimo de um excelente filme. Ainda que volte a dizer, é um filme que se vê bem e que portanto não posso deixar de aconselhar, claro sem esquecer o balde de pipocas. Para todos aqueles que não leram ou conhece o livro, o filme vai muito provavelmente ser, uma obra bastante mais interessante e de qualidade.


O MELHOR: O ritmo do filme e a evidente aproximação ao estilo dos livros, no contexto cinematográfico.

 

O PIOR: Um filme sem alma onde não somos confrontados com nada que já não tenha sido feito ou visto.

 

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publicado por OlharCrítico às 19:19
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Efeitos ou Enfeites?

 

Que o cinema está diferente das suas origens, é um facto no qual, provavelmente, estamos todos de acordo. Mas já no que diz respeito às técnicas utilizadas hoje em dia, estou certo que é possível encontrar várias opiniões sobre o mesmo assunto. E quando refiro “técnicas” refiro-me a essa mais-valia (na grande maioria das vezes), que costumam ser os efeitos especiais (explosões, caracterizações, miniaturas, etc.) e os efeitos visuais/ digitais (Computer Generated Imagery).


Actualmente esta categoria está muito desenvolvida, com recursos cada vez mais potentes e acessíveis que fazem com que tudo, aparente (pelo menos à primeira vista), ser muito mais simplificado – um pouco à imagem do sistema implementado pelo nosso governo, o “simplex”.

 

Mas tal como o nosso sistema não é perfeito, aliás muito longe disso, também esta aparente simplificação e banalização deste tipo de recurso técnico trás muitos dissabores. Isto porque até há muito pouco tempo parecia mais importante ter um grande filme (repleto de efeitos especiais/ digitais, o que for) em vez de um argumento sólido ou até coerente. E exemplares que padecem deste problema, são acreditem, imensos. Tendo isto em conta é até engraçado pensar e recuar no tempo, até ao Sr. Meliés (o “pai” dos efeitos especiais) e perceber como a “dupla exposição”, ou o stop-motion nos conseguiram guiar até ao que temos hoje.

 

Eu sou o primeiro a afirmar que a utilização dos efeitos especiais, no geral, pode enaltecer na grande maioria dos aspectos um filme, mas no mesmo sentido também sou o primeiro a dizer, que por vezes esses mesmos efeitos podem, fazer algo a que vou chamar de, descredibilização. Foi o que senti depois de ver a explosão de “Contrato”. Mas o que terá passado na cabeça, para se fazer a cena da explosão do carro em CGI?! – Então não era muito mais interessante, explodir um carro a sério, com a supervisão, sei lá, dos bombeiros, de uma equipa de minas e armadilhas da PSP? Ou até mesmo a minha? Gaita, se me deixassem até era eu, ou o leitor (que com tanta dedicação me segue nestas palavras), a explodir com o carro! Qualquer coisa ficaria melhor que aquilo que nos foi apresentado, que apenas consegue suscitar o riso, quase compulsivo, note-se. Mas não é só em Portugal que isto acontece, também já vi cenas semelhantes em filmes de Steven Seagal (e uma palavra de apreço a este senhor, que trabalha que nem um cão, tem uma média de três filmes por ano, o que é bastante, mas nos quais muito poucos se aproveitam, batendo recordes no que diz respeito aos épicos “chunga”) entre outros actores ou películas. Dá-me portanto a sensação, de que este síndrome esteja mais relacionado com mentalidades (produtores realizadores, seja lá quem for), do que propriamente com estética ou até recursos financeiros. Ora, CGI está na moda? Embora lá então. Curioso é que as cenas de sexo nunca são em CGI. Coincidência? Provavelmente não… Já imaginaram a trabalheira…

 

Todavia também é verdade que esta “moda” está, a meu ver, a sair de moda. A plastificação das cenas, apesar da grande evolução dos efeitos visuais, está a ser novamente substituída pelo poderio físico que é vermos um carro a explodir, um duplo a saltar ou um camião e virar-se literalmente ao contrário, como aliás podemos ver em “The Dark Knight”, com a sua impressionante magnitude, e que nos apresenta pouquíssimos efeitos digitais. Como este há muitos outros exemplares que a pouco e pouco vão demonstrando que o que interessa é acima de tudo, ter uma boa história, dando claro toda a relevância aos efeitos digitais quando eles são verdadeiramente necessários e se contextualizam com o que se pretende contar. “Watchmen” é na minha opinião, um dos casos que roçam a perfeição, da utilização de efeitos digitais na história e não a história nos efeitos especiais facto que me agradou sobremaneira.

 

No fundo é como tudo na vida. Quando uma moda pega, a coisa tem tendência para ser levada ao extremo, ou ao exagero. Resta-nos então o bom senso de algumas pessoas, a capacidade criativa para ultrapassar os obstáculos que tanto a tecnologia como a evolução da mesma nos vão colocando. Para o nosso caso em concreto, é preciso acima de tudo, bom senso. Que o publico Português gosta, como qualquer outro público de ver uma bela duma explosão, eu não tenho dúvidas, já quanto à qualidade das mesmas também é unânime. Se não resulta não se faz… ou melhor, não se deveria fazer.

 

Basta lembrar Spielberg (génios à parte claro), quando olhou pela primeira vez para a máquina que ia fazer de Tubarão, no filme com o mesmo nome, e logo percebeu que de verosímil nada tinha. Solução, fazer thriller/ terror a partir de um par de barris amarelos. A solução mais simples é quase sempre a mais eficaz. Se não, lá está, podem sempre chamar-me, que as minhas tendências de pirómano virão ao de cima e eu mesmo faço explodir o carro, ou outra coisa qualquer, mas claro uma explosão em condições. Se algum leitor se quiser juntar a mim é só avisar (e vontade não deve faltar) … se bem que eu não posso prometer nada…
 

Até para a semana!

publicado por OlharCrítico às 21:20
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

3 novos posters de "Public Enemies"

(clicar nas imagens para ver em tamanho grande)

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publicado por CinemaBox às 23:18
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Crítica: "O Contrato"


 Classificação:  (4.5/10)

 

NOTA: Esta semana, por motivos de excesso de trabalho fora do âmbito do blog, o André não teve tempo de preparar com o rigor que já nos acostumou, a crónica semanal do "O Outro Lado da Tela". De qualquer forma, em jeito de compensação, deixo-vos a última crítica que me enviou, do filme "O Contrato".

 

Apesar de já ter estreado há algum tempo, só recentemente tive oportunidade de o visionar. Para além disso trata-se de um filme português e só por esse facto parece-me pertinente apresentar um texto sobre ele.

 

Acompanhei, na altura da estreia, algumas entrevistas com realizador, actores e equipa técnica, e algumas coisas que fui ouvindo pareceram-me muito interessantes. Este era portanto um daqueles filmes no qual eu tinha uma certa curiosidade e expectativa.

 

Acrescentando a isso, trata-se de um filme que vai de encontro a um “género” (acção/ thriller) que na minha opinião tarda em aparecer no nosso cinema, e que poderia aqui pontuar nesse sentido. Pena que se tenha ficado apenas pelo “podia”.

 

É certo que lá para os lados de Hollywood, somos frequentemente presenteados com filmes, que apesar do seu argumento fraquinho, conseguem obter grandes resultados de bilheteira. Mas a nossa realidade é outra e disso não há dúvida. Este “Contrato” começa a “falhar” o seu objectivo logo neste primeiro passo tão importante. O argumento é desconexo, algo desinteressante até, e é desenvolvido a velocidade de caracol durante grande parte do filme, para avançar a uma velocidade estonteante nos últimos dez minutos, com twists mais ou menos esperados. Ainda neste capítulo é preciso referir que os diálogos são, em alguns casos surreais e de maneira nenhuma se enquadram no filme, e ao contexto descrito no mesmo.

 

Alguns destes problemas estão relacionados com o facto de o filme não possuir uma identidade própria. Vai buscar ideias aqui e ali, algumas demasiado evidentes, algumas bastante boas (como é o caso do plano “à Vertigo” quase já no final – pena que o filme não possuísse mais destes exemplares), e outras que são indiferentes ou irrelevantes, devido à quantidade de vezes que determinada cena já foi vista ou filmada. São, portanto, imensos os lugares comuns que acabam por retirar toda a originalidade que a obra à primeira vista poderia ostentar.

 

Quantos às interpretações, apesar do que por cá é dito, foram o que mais me agradou. Eficazes o quanto baste, adequadas a um contexto cinematográfico, acabam por resultar na generalidade do filme. Pedro Lima até consegue convencer, dentro da medida do possível, e Cláudia Vieira também não compromete. Alguns dos secundários estão particularmente bem, como são os casos de Vítor Norte e José Wallenstein.

 

O mesmo já não acontece com a parte técnica. Todo o filme é muito plástico, algo forçado. Isto é evidente nos elementos de raccord (transição entre planos), nos quais, na grande maioria, deixam muito a desejar. A utilização de efeitos digitais é desnecessária e definitivamente não resulta. Fazer-se a explosão (que inclusivamente aparece no trailer) teria sido bem mais eficaz se se tivesse recorrido a efeitos especiais (ao invés dos efeitos por computador), já para não falar que provavelmente teria ficado mais barato. Além disso não temos os meios (pelo menos ainda) para conseguir fazer uma cena deste tipo, que aparente e evidencie realismo. Quanto à música, apenas dizer que por vezes senti que estava a ver um filme pornográfico, e é pena, pois algumas cenas ficam bastante prejudicadas pela melodia ambiente (como por exemplo a cena do chuveiro que tem a sua beleza) e na qual a música estraga completamente o momento.

 

No final, acaba por ser uma desilusão e resta apenas a tentativa de se fazer algo diferente. Mas falta ainda muito… e bem vistas as coisas, com um argumento sólido, verosímil e interessante, ficaria a faltar bem menos, pois também de outra forma, simplesmente nunca irá resultar.

 

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publicado por OlharCrítico às 22:38
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Novo trailer de "Terminator Salvation"...

... e não é apenas um simples trailer, são 4 minutos de video com inumeras cenas nunca antes vistas. Se acharam que o trailer anterior já tinha revelado muito, este então revela muito, mas muito mais. Por isso, para quem quiser ir o mais "limpo" possivel, aconselho a não ver este trailer. Quem quiser arriscar, é só clicar aqui para ver em HD e aqui para a versão YouTube, e de seguida fazer rapidamente uma profunda lavagem cerebral. Para além do video, também já surgiram as primeiras críticas oficiais online do filme, de um sortudos que assistiram a um pré-visionamento, e pelos vistos não desilude. Não chega ao nível do "T2", mas está lá quase.

 

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publicado por CinemaBox às 11:17
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Crítica: "Big" (1988)


 Classificação:  (9/10)

 

A história roça o fantástico, é certo, mas não andará muito longe do sonho que muitos de nós desejámos atingir quando éramos mais novos. Uma noite, numa feira de diversões, um menino de doze anos pede o desejo de ser grande. No dia seguinte acorda com corpo de adulto, mas com a sua mentalidade e inocência de criança. E é precisamente aqui que reside o ponto forte do filme que consegue misturar, num equilíbrio perfeito, “assuntos sérios” como tudo o que se passa numa grande empresa de brinquedos, com situações muito divertidas, como o que seriam todos esses assuntos sérios vistos e vividos pelos olhos de uma criança.

 

Uma realização segura de Penny Marshall (“Awakenings” [1990] e “Renaissance Man” [1994]), com Tom Hanks, como sempre nos habituou e que nos presenteia com uma interpretação muito bem conseguida, apoiada por grandes secundários, como Elisabeth Perks (actual Celia na série “Weeds”), Robert Loggia (o veterano actor que tem três filmes agendados para 2009) e Jon Lovitz (“Rat Race” [2001] e “The Benchwarmers” [2006]) que em tudo enaltecem o filme. Tudo isto faz com que “Big” seja presença obrigatória neste espaço.

 

CENA CLÁSSICA: A famosa sequência musical no teclado gigante que fica para a história.

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publicado por OlharCrítico às 10:59
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Dom DeLuise (1933-2009)

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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

2 novos posters de "Inglourious Basterds"

 

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"Mankind Is No Island"

E de vez em quando, no meio de tantos efeitos especiais e tralha visual que inunda o nosso cinema actual, deparamo-nos com a simplicidade de pérolas como esta:

 

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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

TV Spots de "Terminator Salvation"

 

Directamente do site Latino Review, aqui ficam 2 novos anúncios televisivos do "Terminator Salvation", em que a sua estreia nas salas nacionais está prevista para 4 de Junho. Para verem os videos é só clicar aqui e... I´ll be back... amanhã.

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publicado por CinemaBox às 22:51
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Sábado, 2 de Maio de 2009

Original vs Dobrado

 

Se há alguma coisa em que os DVD´s encostam tudo o resto a um canto, é nas imensas possibilidades de legendas e idiomas com que se fazem acompanhar. Porém no cinema as coisas ainda não estão (e duvido muito que alguma vez cheguem a estar) tão acessíveis quanto à partida podem parecer. Talvez por isso seja cada vez mais frequente encontrar filmes (não só no cinema mas também na televisão), dobrados na nossa tão estimada língua mãe. Esta é uma ideia já seguida por muitos países, nos quais tudo é dobrado. Eu até concordo que é uma ideologia algo idílica e até patriótica, de vermos (bem neste caso ouvirmos) tudo na nossa língua, e não vejo portanto, qualquer problema nisso, até porque como diz o ditado, “com o mal dos outros posso eu bem”. Felizmente este “patriotismo” ainda não chegou cá. Por outro lado se não existissem dobragens eu não poderia contemplar pérolas como as do “Shrek 2” com o seu “fosga-se” (facilmente confundido com outra palavra e que deixou o cinema em absoluto silêncio), ou com as dos “The Simpsons” (filme aliás que não consigo escolher nenhuma em concreto pois todo ele é uma verdadeira pérola… do riso).

 

Não se entenda com isto, que eu estou contra a dobragem de um filme, pois não é de todo esse o caso. Dão emprego a muitos (e bons) actores (aqueles que actualmente vão sendo – carinhosamente – substituídos por figuras publicas), não deixa de ser uma mais-valia para algumas editoras e no fundo há que dizê-lo, existem algumas boas dobragens para Português. É importante referir que no nosso prezado país, os filmes que sofrem dobragem, são na grande maioria de animação. De facto actualmente parece que existe, ou paira no ar, uma espécie de obrigatoriedade em dobrar filmes de animação. E também contra isso nada tenho a dizer. Se a animação é por norma constituída por bonecada e afins, o filme deve realmente conter uma versão em Português para os mais pequenos acompanharem (ou tentarem, visto que este tipo de filmes é cada vez mais para adultos e não para crianças).

 

O que eu já não posso e consigo concordar, é as distribuidoras disponibilizarem apenas cópias de filmes dobrados. Foi o caso do recente “Wall-e”, que salvo erro, possuía apenas duas cópias do filme legendado (original) … em Portugal. Como se isso não bastasse, na grande maioria das vezes, na mesma cidade não se consegue encontrar uma sala que tenha disponível a versão original. Isto é inaceitável. Sessões (por exemplo) durante o período da tarde com a versão dobrada – estou totalmente de acordo – agora na sessão da noite não terem a versão original é no mínimo chamarem-nos a todos de crianças. Elas têm os seus direitos e nós temos os nossos, e só assim por acaso e para os mais distraídos, pagamos bem mais que elas! É claro que estes seres, normalmente amorosos, não tem culpa nenhuma desta situação, mas nós também não.

 

No fundo penso que todos gostamos de consumir um produto no máximo da sua originalidade. E o cinema não foge à regra. Todo o filme, a começar pelos desenhos (no caso da animação), é concebido a partir das vozes. Aliás é recorrente gravarem-se as vozes em primeiro lugar, o que faz com que muitos dos aspectos – físicos, psicológicos ou emocionais – surjam de forma espontânea da performance do actor no processo de dobragem, o que resulta muitas vezes em composições bastante próximas da perfeição, como é o caso de Eddie Murphy com o seu “Burro” em “Shrek”. Indo um pouco mais longe, as vozes no original são trabalhadas num contexto próprio e isso só por si, determina e define a existência de um espaço delineado da narrativa e da acção de qualquer personagem, facto que não se consegue alcançar na dobragem. Prova disso, são as necessárias adaptações a piadas (como é o caso de um episódio de “Dragon Ball” em que a determinada altura, um dos personagem deixa escapar a frase, “vamos ao estádio das antas?!”), provérbios etc., que muitas das vezes, na nossa realidade simplesmente não tem força, piada ou até espaço para existirem.

 

Contudo reconheço que as dobragens em Portugal têm melhorado significativamente. Da mesma forma se denota um maior cuidado de composição e interpretação por parte dos actores. Mas é no fundo, um trabalho quase inglório, aquele em que é necessário adaptar uma voz a um corpo que por muito que se tente, nunca deixa de ser e de se apresentar como um objecto “estranho”. Será certo para muitos que as dobragens podem ser igualadas aos originais, mas também é certo para mim que muito dificilmente o vão suplantar. E mais uma vez recorrendo a uma frase feita (que não passa disso mesmo), se “o que é nacional é bom”, o que é original tende a ser bem melhor.

 

E é definitivo, mesmo no fim de toda esta exposição de ideias, não consigo esquecer a voz que deram ao meu querido Homer na versão portuguesa do “The Simpsons – The Movie”. Agora vou ter pesadelos a semana toda…
 

Até para a semana!

publicado por OlharCrítico às 13:24
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Aproveitando o regresso do meu portátil...

... decidi mudar o visual do meu desktop, e como não poderia deixar de ser, tinha de estar relacionado com 7ª arte.

 

 

Já agora quem quiser partilhar o seu, está à vontade para o fazer.

publicado por CinemaBox às 01:23
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