Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

O Estranho Caso… das Traduções de Títulos

 

Depois de visionar esse fantástico filme que é Slumdog Millionaire, surgiu-me novamente a questão (muito estranha note-se) relacionada com as traduções dos títulos. Mas quem é que raio traduz os títulos ao filmes? Quem? E não há, ou deveria haver dispositivos de controlo de qualidade para este tipo de situações?! – Eu gostava sinceramente de saber, e talvez conversar um pouco com essa(s) pessoa(s) para assim tentar inteirar-me da situação porque numa primeira observação apenas se pode considerar, simplesmente surreal. Eu passo a citar apenas alguns exemplos: “Lost in translation - O Amor é um Lugar Estranho”. O amor é um lugar estranho?! – O que é que isso quer dizer? Continuando, “Shaun Of The Dead – Zombies Party: Uma Noite… de Morte”. Eu até aceito que todos mereçamos a bela da festinha uma vez ou outra, agora zombies, será preciso ir tão longe? E este não se trata de caso único no que respeita à mistura de títulos em inglês e português. A salganhada do costume, para sintetizar. Há alguns exemplos que eu até desconhecia. É o caso do actual “Michael Clayton” que ao que parece levou a fantástica tradução de “Uma Questão de Consciência”. Sim porque era simplesmente impossível manterem o título como estava. Mas a lista continua, “Charlie Winson's War – Jogos do Poder”, “The Green Mile – À Espera de Um Milagre”, “The Bucket List – Nunca é tarde Demais” e com certeza que vocês lembrar-se-ão de muitos mais, até porque neste tópico, os exemplos são férteis e podem apresentá-los nos comentários, como uma lista das piores traduções com que já se depararam.


Todavia e apesar do meu espírito critico, eu até consigo compreender que certos títulos possuam uma tradução, (vamos chamar-lhe) complexa. Da mesma forma consigo compreender que certos títulos sejam alterados por motivos puramente relacionados com marketing, mas será mesmo necessário roçar, e por tantas vezes, o burlesco e o rídiculo de alguns exemplares? Não haverá necessidade de existir algum bom senso – e vou arriscar a ir mais longe – e sensibilidade no processo de tradução, além dos óbvios conhecimentos de inglês e do respectivo dicionário? – Por outro lado temos ainda a questão, dos pontapés gramaticais e não só, na própria tradução para a legendagem dos diálogos do filme propriamente ditos. Perdoem-me o desabafo, mas tenho ficado simplesmente abismado, e até um tanto maravilhado confesso, com a excelente qualidade das traduções que vamos encontrando em certas e determinadas legendas, criadas para filmes dísponiveis na internet. É que comparativamente a objectos semelhantes, disponiveis em DVD (em que inclusivamente já encontrei erros ortográficos), ou até mesmo na TV, as referentes aos conhecidos filmes DivX encostam com evidente facilidade e simplicidade os ultimos exemplares. Note-se, que para estes as legendas são elaboradas pelos supostos profissionais, bem ou talvez não.


Uma coisa é certa. Falta de imaginação não é, pois alguns títulos ficam bem mais estranhos do que no original… e no fim também vai sempre dando para rir com a ridicularidade de alguns objectos simplesmente marcantes, e rir, além de ser algo que faz implicitamente bem ao corpo humano é sempre o melhor remédio. E é que neste caso só dá mesmo é para isso.


Até para a semana

publicado por OlharCrítico às 17:59
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14 comentários:
De Fernando Ribeiro a 14 de Fevereiro de 2009 às 19:40
Pegas aqui num ponto muito pertinente. De facto, existem traduções que não percebo aonde as vão buscar. Mas apesar de algumas escandaleiras que de vez em quando vão aparecendo no nosso país, nada supera a tradução brasileira do Godfather: "O Grande Chefão". Não é de partir a rir?

Excelente artigo. :)

Abraço.
De OlharCrítico a 15 de Fevereiro de 2009 às 00:19
Caro Fernando,

Antes de mais, obrigado pelo feedback que é sempre muito bem vindo :) Também pegas num determinado aspecto que não referi, não por não achar pertinente, mas por considerar existir material suficiente para uma futura "opinião" neste espaço. E tens razão, se as nossas traduções são o que são, as Brasileiras são de rir até não se conseguir mais. Por acaso a do Padrinho ainda não tinha conhecimento, mas mais uma vez tenho que concordar contigo... é que com um título como esse, faz-me lembrar tudo menos o grande filme que é :)

Abraço

A.S.
De Foo a 15 de Fevereiro de 2009 às 04:09
É das questões mais pertinentes do cinema em Portugal. É que até a traduzir os titulos originais para português somos de qualidade inferior, e acho que é nos pequenos detalhes que começam os passos maiores.

Outra questão, mais relacionada com o marketing, é que um titulo é meio caminho andado para se ir ao cinema ver determinado filme, e não soubesse eu que 'Um Belo Par de... Patins' era o hilariante 'Forgetting Sarah Marshall', ou que o 'Zombies Party: Uma Noite de... Morte' (que referes no teu texto) era uma das melhores comédias dos últimos anos (e o próprio titulo é enganoso, pois o filme passa-se quase todo de dia), certamente não os veria.

Enfim, não sei se será por interesse em denegrir os filmes, mas é algo que nos deveria levar a agir.

E o que eu temi ao pensar que o brilhante 'Milk' poderia levar uma traduão do género 'Os Gays também têm direitos, meu!'. Suspirei de alivio ao ver que se manteve Milk.

Como nota final, belo blog que aqui está!

Abraço

IrmandadeDoUrso.blogspot.com
De OlharCrítico a 15 de Fevereiro de 2009 às 21:53
Caro Foo,

Tens muita razão quando dizes que um titulo é meio caminho andado para se ir ao cinema. A verdade é que tudo para um filme é (ou deve ser) pensado ao pormenor. A questão que se coloca, é qual o direito por parte de uma editora, ou seja quem for o responsável, em adulterar o texto, por vezes de uma forma tão radical em que inclusivamente perde o contexto perante o filme em si. A mim pessoalmente parece-me injusto para quem o idealizou. O título é muitas vezes a "face" do filme.

Excelente ponto de vista Foo.

Abraço

A.S.
De Nuno a 15 de Fevereiro de 2009 às 20:37
Mais uma vez parabéns pelo belo post, pertinente, realmente era bom que alguem visse os filmes antes de dar um titulo... O quem quer ser bilionario para o Slumdog Billionaire é o último que quem pôs esse titulo devia ter vergonha na cara...

Mas infelizmente não é apenas nos filmes.. Nas séries isso também acontece de vez em quando e deixo aqui um exemplo: How I Met your Mother, uma série que eu tenho grande apreço e que recebeu o fantástico título de Foi assim que aconteceu... Ok, realmente eles querem mostrar que foi assim que aconteceu. Mas aconteceu o quê? A sério, ganhem juízo...

Bom post mais uma vez, para a semana cá estarei à espera...

coisasquemeafectamamarmita.blogspot.com
De OlharCrítico a 15 de Fevereiro de 2009 às 22:46
Caro Nuno,

Deste-me a conhecer uma realidade que confesso, desconhecia. Mas que vou aprofundar futuramente. Já tinha conhecimento que no panorama cinematográfico a situação era dramática, mas relativamente à televisão propriamente dita, desconhecia. Mas o teu exemplo é demasiado concreto e evidente para não se perceber. "O estranho Caso das Traduções dos Títulos" também já chegou ao mundo da televisão.

Abraço

E obrigado a todos pelas recorrentes palavras de incentivo, às quais retribuo dizendo, que isto sem vocês não tinha piada nenhuma :)

A.S.
De David P. a 16 de Fevereiro de 2009 às 01:44
Então e o excelente "knocked up"...
Um azar do caraças..........muito bom....


PS: Não esquecer o No country for old men...
De OlharCrítico a 16 de Fevereiro de 2009 às 22:39
Sim, de facto mais dois exemplares para colocar no "hall of fame" das fantásticas traduções dos títulos :)

Bons exemplos sem dúvida David.

Cumprimentos cinéfilos e cá o espero numa próxima

A.S.
De Catarina d´Oliveira a 16 de Fevereiro de 2009 às 17:23
grande post e sem dúvida uma questão pertinentíssima. ainda para mais com a recém designação de slumdog millionaire...eu sinceramente quando me disseram pensei que estavam a brincar..é realmente uma tristeza.

Dizes também muito bem que às vezes os marketing fala mais alto..mas há nomes que arranjam que são tão ridículos ou mesmo tão complexos (por vezes muito longos e dificeis de reter) que parece que o objectivo é ter prejuizo...se calhar agora funciona assim xD estas modernices nunca se sabe:P

Parabens pelo excelente post;)
De OlharCrítico a 16 de Fevereiro de 2009 às 22:45
Não sei se algum dia terei a possibilidade ou até a capacidade de conseguir compreender a razão pela qual muitas destas traduções acontecem. Mas confesso que anseio e desejo um dia mais tarde ser capaz de explicar ou perceber a razão disto tudo. Até lá esta "tristeza" vai realmente continuar a acontecer, nalguns casos simplesmente a serem ridiculamente cómicos, e noutros simplesmente assustadares. :)

Cumprimentos cinéfilos ;)


A.S.
De On_the_Stage a 16 de Fevereiro de 2009 às 19:57
Meu caro André folgo em saber, que apesar da sua tenra idade, faz parte do grupo restrito de jovens que cultivam valores e princípios, algo tão raro nos tempos que correm.

Confesso que os filmes, vejo-os, por pura diversão, mas também pelo gosto de aprender. A questão levantada é mais uma vez oportuna e transcende, a meu ver, o meio cinematográfico, digamos que é um mal enraizado em muitos ambientes profissionais.

Passo a explicar. "O estranho caso das traduções" é apenas um dos muitos exemplos do que se passa em qualquer outro sector de actividade. Pessoas que ai são colocadas a trabalhar e que não têm qualquer competência para tal ou então que estagnaram em termos de aprendizagem. Há quem pense que um curso, uma formação ou uma licenciatura concluídos são sinal de que já se é senhor de todo o conhecimento. Nada mais errado. Um grande amigo uma vez fez-me ver a diferença entre um licenciado e um doutorado - um tem licença para aprender sozinho o outro tem licença para ensinar. E, apesar de toda a gente pensar que vivemos num país de doutores, a verdade é só uma, falta muito para que isso corresponda à realidade. É preciso muito para dizer que sabemos muito pouco.

Assim, temos de ir aguentando um conjunto sistemático de incompetências que nem são autocorrigidas (pelo simples facto de ser gratificante saber que podemos melhorar e a humildade de aceitar isso faz de nós grandes, como você fez), ou então quem deveria ter competência para o fazer não existe (a já demasiado conhecida falta de controle portuguesa “quem controla o quê?”), ou não o faz, porque ou não pode (porque o menino a chamar a atenção é amigo ou familiar de alguém influente) ou, o mais grave, não sabe fazê-lo.

É a falta de profissionalismo e de gosto por aprender continuamente. E quem ganha um ordenado para fazer um trabalho correcto e profissional, não o faz e o seu trabalho contrasta vergonhosamente (se me for permitido) com o daqueles que apenas o fazem por amor à arte e porque gostam de se aperfeiçoar todos os dias.

Tenho pena que neste meio, más traduções sejam em muitos casos reveladoras em demasia, foi o que me aconteceu com o magnífico “The Brave One”, remetido a um desnecessariamente denunciador e até leviano “Estranha em Mim”.

E como uma “socielaite” disse um dia “em elegância o menos é sempre mais”, talvez uma premissa a adoptar pelos tradutores e afins…

Agradeço as suas anteriores palavras tão simpáticas.

Até uma próxima.

OTS
De OlharCrítico a 16 de Fevereiro de 2009 às 23:28
Caro OTS,

Muito me apraz vê-lo mais uma vez por estas bandas.

O OTS apresenta, mais uma vez, um ponto de vista que tem tanto de interessante como de pertinente. É de facto um mal do nosso país a questão do profissionalismo ligado a uma determinada actividade. Mas eu vou mais longe, e aproveitando a minha tenra idade, partilho um exemplo, que me parece que poderá colocar em aberto a questão. Ainda no âmbito de uma cadeira na universidade, foi-nos pedido um trabalho que consistia em realizarmos um conjunto de curtas-metragens. O trabalho era de grupo (4 pessoas), e eram três os grupos nessa cadeira. Pormenores à parte, no dia da entrega do referido trabalho (que tinha que ser em DVD), nós fomos o único grupo a entregar um DVD com capa, devidamente identificado, e com os respectivos trabalhos de todos os elementos do grupo, servindo quase como um dossier que englobava os quatro elementos. Para se ter uma ideia mais concreta, um dos grupos apresentou o referido DVD embrulhado numa “humilde” folha de papel. Sim o professor na altura comentou e mostrou o seu desagrado, mas a meu ver, foi tudo muito permissivo e nada mais aconteceu. E isto já para nem referir os deadlines, que recorrentemente eram protelados, porque algumas pessoas afirmavam não ter tempo para os fazer. Onde é que eu quero chegar com isto? – É que as bases, as vigas que sustentam a “casa”, já são mal formadas. Ora se há “espaço” para fazer tudo isto numa universidade (onde na minha óptica é – ou por outra perspectiva, deveria ser – necessário apresentar competências e valências profissionais, ainda que no contexto pedido) como é que se pode esperar profissionalismo, num ambiente supostamente profissional? – É a meu ver bastante complexo.
Depois é como diz. Muitos dos jovens (ou outros) que têm valor, que são profissionais (ou tentam ser), que são autodidactas e interessados e que cultivam (ou tentam) cultivar-se continuadamente, nem oportunidades chegam a receber por razões mais ou menos enigmáticas. Sim realmente sou obrigado a concordar consigo. É uma questão que transcende o universo cinematográfico.
O exemplo que providenciou é realmente mais um daqueles em que é evidente a falta de cuidado, brio, no processo de tradução. Esse foi mais um dos filmes, que mesmo antes de ser visionado, só pela tradução, se consegue percepcionar, qual a história e o seu desenvolvimento. Ou seja, além de ser uma tradução por demais desadequada acaba também por evidenciar toda a narrativa do filme. É mesmo como diz. Só nos resta ter pena. E se a pena é para os fracos, então parece-me adequado termos este sentimento relativamente a toda esta situação…

Cumprimentos cinéfilos e até uma próxima OTS.

A.S.
De a 26 de Fevereiro de 2009 às 00:03
concordo plenamente... somos um povo idiota.
De perception a 30 de Outubro de 2009 às 11:45
O mau mesmo é que muitas das vezes os títulos traduzidos tornam-se autênticos spoilers.
Ou seja, já não basta a péssima tradução, para em muitas vezes revelar uma tendência ou um acontecimento marcante no filme.

Devia haver uma entidade que regulasse esse tipo de situações porque a comunidade cinéfila merece melhor

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